Manaus, Sexta-feira, 18 de setembro de 2026
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Refúgios protegem peixe nativo da Tasmânia contra trutas invasoras

O Galaxias fontanus, conhecido como Swan galaxias, sobrevive em pequenos riachos e é transferido para áreas protegidas contra trutas.

O peixe nativo Galaxias fontanus, conhecido como Swan galaxias, está ameaçado pela presença da truta-marrom nos rios da Tasmânia. A espécie invasora foi introduzida em 1864, quando ovos foram levados da Inglaterra para estimular a pesca esportiva no território insular.

Depois de solta nos rios, a truta, identificada como Salmo trutta, ocupou quase todas as bacias hidrográficas locais. O peixe carnívoro passou a competir com a fauna nativa e reduziu o espaço disponível para espécies que antes ocupavam os cursos de água.

População reduzida e isolada

Restam cerca de seis mil indivíduos do Swan galaxias na natureza. A espécie está restrita a pequenos riachos do leste da Tasmânia, onde enfrenta isolamento reprodutivo e redução de seus territórios.

As trutas impediram a permanência do peixe nativo em trechos abertos dos rios. Populações residuais sobreviveram em cabeceiras localizadas acima de desníveis geográficos, mas continuam expostas à baixa diversidade genética e às oscilações climáticas.

Transferência para áreas protegidas

Biólogos e equipes de manejo estão levando grupos saudáveis para cursos de água selecionados onde as trutas não conseguem chegar. Barreiras físicas instaladas nos rios impedem a subida dos peixes invasores até as nascentes protegidas.

O trabalho inclui a identificação de trechos sem predadores invasores, a instalação e a manutenção das barreiras, a transferência dos peixes nativos e o acompanhamento contínuo da reprodução. As populações deslocadas já começaram a se reproduzir nos novos refúgios.

A NRM South e o Inland Fisheries Service coordenam as ações de resgate. As entidades fazem expedições para capturar exemplares, avaliar as condições ecológicas e aplicar técnicas de manejo nas bacias hidrográficas.

Também são usados dados genéticos para mapear as populações remanescentes. O planejamento inclui estudos sobre a possibilidade de reprodução em cativeiro, manutenção das estruturas de proteção e articulação com parceiros científicos.

O caso mostra que a introdução recreativa de espécies exóticas pode produzir efeitos duradouros sobre ecossistemas aquáticos. A proteção do Swan galaxias depende da continuidade das medidas de manejo e da prevenção de novas invasões em bacias vulneráveis.

Texto produzido pela Redação Rumo ao Destino com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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