NASHVILLE — Um colecionador encontrou uma cópia oficial de 1823 da Declaração de Independência dos Estados Unidos em um brechó e pagou pouco mais de dois dólares pelo documento. Após ser autenticada, a peça foi leiloada por centenas de milhares de dólares.
Michael Sparks estava na Music City Thrift Shop quando notou um papel amarelado e enrolado entre objetos domésticos descartados. Em casa, desenrolou o material com cuidado e começou a investigar suas características. As marcas visuais indicavam que não se tratava de uma reprodução moderna vendida como lembrança.
Origem da cópia
Na década de 1820, o então secretário de Estado John Quincy Adams identificou que o pergaminho original estava se deteriorando. Ele encomendou ao gravador William J. Stone uma matriz metálica fiel ao documento histórico.
O trabalho levou três anos. Por determinação do Congresso, foram produzidas duzentas cópias oficiais em pergaminho animal. Os exemplares foram destinados a líderes políticos, veteranos da independência e instituições públicas selecionadas.
Autenticação e leilão
Sparks consultou especialistas em documentos antigos durante meses. A análise confirmou que o item era o trigésimo sexto exemplar conhecido da tiragem de William Stone. A peça também apresentava traços de tinta nítidos, e um trabalho técnico estabilizou suas fibras antes da venda.
O leilão foi organizado pela Raynors Historical Collectible Auctions. O interesse pela cópia esteve ligado à escassez das tiragens e à preservação do documento, que reproduz fielmente o texto original de 1776.
A tiragem oficial havia sido limitada a duzentas unidades autorizadas pelo Congresso em 1823. Pouquíssimas sobreviveram intactas, o que elevou a disputa entre colecionadores e investidores.
Para Sparks, o resultado transformou uma compra de pouco mais de dois dólares em um retorno de centenas de milhares de dólares. Mesmo após taxas administrativas e tributos, o valor recebido permaneceu expressivo, conforme as informações sobre a negociação.







