Manaus, Sexta-feira, 18 de setembro de 2026
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Cury pede investigação de Moraes; Renan vê disputa de poder no STF

Candidatos à Presidência comentaram a crise no Supremo Tribunal Federal durante eventos em São Paulo nesta quinta-feira (10).

Cury defende que Moraes seja investigado e Renan Santos diz que crise no STF é disputa de ‘facções’

Os candidatos à Presidência Augusto Cury (Avante) e Renan Santos (Missão) voltaram a comentar nesta quinta-feira (10) a crise no Supremo Tribunal Federal (STF). Cury defendeu a investigação do ministro Alexandre de Moraes e disse que ele deve sofrer impeachment caso sejam comprovadas irregularidades. Renan afirmou que a disputa na Corte envolve grupos políticos e classificou o Supremo como um campo de batalha.

Durante um encontro na Genial Investimentos, Cury disse que autoridades devem ser investigadas independentemente do cargo que ocupam. Para o candidato, as apurações precisam alcançar todos os possíveis envolvidos e esclarecer responsabilidades no caso do Banco Master. Ele também cobrou rapidez na conclusão dos procedimentos.

“Todos devem ser investigados, doa a quem doer, porque o Brasil precisa ser passado a limpo”, afirmou Cury.

O candidato disse que não estava fazendo um julgamento antecipado sobre Moraes. Segundo ele, o ministro deve permanecer no cargo caso não sejam encontradas irregularidades. Se houver comprovação, porém, Cury defendeu o impeachment.

Críticas à atuação do STF

Após um evento na Amcham, Renan Santos disse que o Supremo deixou de tratar apenas de Direito e passou a concentrar disputas de poder. Na avaliação dele, há dois grupos em conflito na Corte: um ligado ao petismo e outro ao bolsonarismo.

Renan avaliou que o ministro André Mendonça vem tendo desempenho melhor que os demais por levar a público um problema envolvendo integrantes do próprio tribunal. O candidato afirmou que Alexandre de Moraes teria interpretado a atuação de Mendonça como uma traição interna.

As declarações ocorreram após o presidente do STF, Edson Fachin, suspender decisões de Mendonça e Flávio Dino que haviam afastado e depois restaurado o cargo do diretor da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Em outra decisão, Fachin retirou Moraes do inquérito das fake news.

Renan também afirmou que o Supremo deverá buscar uma composição com qualquer governo eleito. Ele relacionou essa possibilidade às indicações que o próximo presidente deverá fazer para a Corte e mencionou cenários envolvendo Flávio Bolsonaro e Lula. Para o candidato, a pacificação dependerá da formação de uma maioria no tribunal.

Texto produzido pela Redação Rumo ao Destino com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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