Manaus, Sexta-feira, 18 de setembro de 2026
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Dino vê possível papel de liderança de Mario Frias em investigação sobre desvios

Ministro retirou o sigilo de documentos e reuniu sob sua relatoria inquéritos sobre desvio e ocultação de verbas públicas.

'Dark Horse': ao retirar sigilo de investigação, Dino cita suspeita de que Frias liderou esquema criminoso de desvios
Foto: Reprodução

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que investigações em andamento reúnem indícios de que o deputado federal Mario Frias (PL-SP) pode ter ocupado uma posição de liderança em um esquema investigado por desvio de recursos públicos.

A declaração consta da decisão deste domingo (13), que retirou o sigilo de documentos enviados pela Justiça de São Paulo e concentrou sob a relatoria de Dino inquéritos sobre possível desvio e ocultação de verbas. A apuração envolve recursos federais de emendas parlamentares e verbas municipais previstas em contratos com a Prefeitura de São Paulo.

No despacho, Dino mencionou que o nome de Frias aparece repetidamente no percurso investigado e que, na hipótese analisada, o deputado teria papel central na estrutura suspeita.

A decisão reproduz informações da Polícia Federal, segundo as quais a manutenção de investigações paralelas nas esferas estadual e federal dificultava a apuração. Para a PF, os casos fazem parte de um contexto único, relacionado à captação, circulação e ocultação de verbas públicas.

Fluxo de recursos

De acordo com os investigadores, a empresa Complexsys Soluções Integradas Ltda., contratada pelo Instituto Conhecer Brasil (ICB) para executar projetos financiados com recursos públicos, recebeu transferências diretas de Mario Frias. A empresa também devolvia valores ao ICB e repassava quantias à Academia Nacional de Cultura (ANC), administrada pela mesma empresária responsável pelo ICB, Karina Ferreira da Gama.

A PF classificou esse fluxo como um circuito financeiro fechado. A corporação afirmou que a movimentação entre o parlamentar, a entidade executora, a empresa contratada e outra organização beneficiária não seria compatível com relações comerciais independentes e justificadas.

Dados de inteligência financeira citados na decisão indicam ainda que Mário Frias fez remessas à Go Up Entertainment Ltda., empresa de Karina Gama, em valores incompatíveis com os rendimentos declarados e com a movimentação habitual de suas contas. Para a PF, isso pode indicar participação ativa na engrenagem investigada, e não apenas autoria das emendas posteriormente desviadas.

A Operação Wi-Fi, da Polícia Civil de São Paulo, apontou possível confusão patrimonial. O ICB, a Go Up Entertainment e a G07 Assessoria tinham o mesmo endereço comercial na Avenida Paulista. Também foram identificadas faturas emitidas em sequência, com a mesma data e vencimento, sem comprovação dos serviços de empresas subcontratadas. Notas fiscais de R$ 2 milhões foram canceladas logo após a emissão perante a Fazenda municipal.

Na última quinta-feira (10), Frias chamou a operação policial de cortina de fumaça, negou irregularidades, disse estar disposto a entregar documentos e afirmou confiar no arquivamento do processo.

Texto produzido pela Redação Rumo ao Destino com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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