Manaus, Sexta-feira, 18 de setembro de 2026
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PGR aponta atuação de Eduardo Bolsonaro em recursos para filme sobre Jair Bolsonaro

Documento baseado em investigação da PF cita orientações sobre remessas aos EUA e prevê apuração de financiamento transnacional do filme.

Em mensagem, Eduardo Bolsonaro cita que dinheiro para 'Dark Horse' vindo do Brasil seria 'problemático': 'Ideal seria haver recursos já nos EUA'
Foto: Jornal Nacional/Reprodução

A Procuradoria-Geral da República (PGR) apontou que Eduardo Bolsonaro orientou a gestão e o envio de recursos aos Estados Unidos para financiar “Dark Horse”, cinebiografia de Jair Bolsonaro. O documento, elaborado com base em investigações da Polícia Federal (PF), levou à autorização para abertura de inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF).

O parecer foi assinado em julho de 2026 pelo procurador-geral Paulo Gonet. A apuração busca esclarecer como ocorreu o financiamento transnacional da produção e qual foi a destinação dos valores transferidos ao exterior.

Mensagens e estrutura financeira

Investigadores obtiveram uma captura de tela de conversa atribuída a Eduardo Bolsonaro. A mensagem orientava que os recursos fossem mantidos nos Estados Unidos para evitar dificuldades e demora nas remessas feitas por uma empresa brasileira. O documento da PGR não informa quem recebeu diretamente o texto.

“Que dos EUA para os EUA é tranquilo”, diz um trecho atribuído ao ex-deputado. A mensagem também menciona que, caso a empresa brasileira não tivesse o orçamento previsto, os envios precisariam ser feitos gradualmente e poderiam levar cerca de 6 meses.

Altieris Santana, citado no diálogo, é identificado na investigação como diretor do Havengate Development Fund, fundo sediado no Texas, nos Estados Unidos. A instituição administraria os valores e os repassaria à produtora Go Up Entertainment.

Em dezembro de 2024, o publicitário Thiago Miranda enviou ao banqueiro Daniel Vorcaro uma minuta de financiamento do filme, então chamado “Capitão do Povo”. O documento previa investimento de US$ 24 milhões, dividido em 14 parcelas.

A apuração também cita pagamentos ao fundo, o uso de uma empresa nas Bahamas para repasses atribuídos a Vorcaro e a compra de malas destinadas à entrega de dinheiro vivo.

Suspeitas e participação investigada

A PF afirmou que os valores previstos eram incompatíveis com referências do mercado audiovisual nacional e pediu a apuração da origem dos recursos, da finalidade da operação e dos beneficiários finais.

O parecer da PGR também menciona tratativas de Flávio Bolsonaro com Daniel Vorcaro sobre repasses, reuniões e o acompanhamento das gravações. Em setembro de 2025, Thiago Miranda informou ao banqueiro que Flávio queria mostrar trechos do filme. Registros indicam uma ligação entre os dois no dia seguinte, quando ocorreu uma remessa da Entre Investimentos para o fundo nos Estados Unidos.

Entre os pontos que a polícia pretende esclarecer estão a função da Entre Investimentos, o papel do Havengate Development Fund e a participação de Flávio e Eduardo Bolsonaro na estruturação, cobrança, execução e destinação dos aportes.

Em entrevista à GloboNews em maio, Flávio Bolsonaro negou que os recursos tivessem sido destinados a Eduardo. “Todos os recursos que foram aportados neste fundo, que é específico para a produção do filme, foram usados integralmente para fazer o filme”, afirmou.

A defesa de Flávio não havia enviado resposta até a última atualização, e Eduardo Bolsonaro era procurado para comentar o caso.

Texto produzido pela Redação Rumo ao Destino com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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