Manaus, Sexta-feira, 18 de setembro de 2026
Viajar com informação
Brasil

Dino aponta Mário Frias como agente central em investigação sobre emendas

Decisão do ministro do STF cita fortes indícios de participação do deputado em suposta organização para movimentar recursos públicos.

Dino diz que Mário Frias é "agente central" de suposta organização criminosa

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que há fortes indícios de que o deputado federal Mário Frias (PL-SP) atua como agente central de uma suposta organização criminosa investigada por captar, distribuir e ocultar recursos públicos. A avaliação está em decisão que autorizou novas medidas sobre suspeitas de desvios de verbas de emendas parlamentares.

A decisão considera informações reunidas pela Polícia Federal sobre movimentações financeiras atribuídas ao parlamentar. Segundo a investigação, os valores seriam incompatíveis com a capacidade econômica conhecida de Frias. Para Dino, os dados indicam que o deputado teria participação além da destinação de emendas que posteriormente foram alvo de suspeitas de desvio.

“Essa circunstância faz com que ele transcenda a condição de mero autor de emendas parlamentares posteriormente desviadas por terceiros, e coloca o parlamentar federal como participante ativo da engrenagem financeira sob investigação”, registra o ministro.

O documento afirma que Frias, ex-secretário da Cultura do governo de Jair Bolsonaro (PL), teria enviado valores à Go Up Entertainment, empresa vinculada a Karina Ferreira da Gama, presidente do Instituto Conhecer Brasil (ICB). Conforme a decisão, o montante seria incompatível com os rendimentos declarados pelo deputado e com os créditos encontrados nas contas bancárias analisadas.

A investigação também aponta confusão patrimonial entre o ICB, empresas contratadas e pessoas físicas relacionadas ao núcleo investigado. Entre os elementos citados estão vínculos societários cruzados, empresas com faturamento declarado incompatível com os valores movimentados e devoluções sucessivas de recursos sem causa econômica aparente. Para a apuração, pessoas jurídicas podem ter sido usadas para movimentar patrimônio e ocultar valores.

O ICB recebeu R$ 2 milhões em recursos federais provenientes de duas emendas de autoria de Frias. A apuração investiga suspeitas de contratações simuladas, pagamentos sem comprovação suficiente dos serviços e fornecedores com vínculos pessoais, políticos ou comerciais com integrantes do grupo.

Ao autorizar o avanço das diligências, Dino afirmou que as razões apresentadas pela Polícia Federal estavam demonstradas e poderiam levar as buscas a novos elementos sobre os fatos. “Em verdade, há fortes indícios de uma única organização criminosa, estruturada para captar, disseminar e ocultar recursos provenientes de verbas públicas, na qual o Deputado Federal Mário Frias figura como agente central”, afirmou.

Texto produzido pela Redação Rumo ao Destino com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

NewsletterCinco leituras por manhã.

Mais lidos

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5