Manaus, Sexta-feira, 18 de setembro de 2026
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Prisão de investigado por tráfico gera debate sobre campanha de Maria do Carmo

Cientista político avaliou que a associação pública de Rodrigo Soares com a candidatura pode provocar desgaste eleitoral.

Analista vê risco eleitoral para Maria do Carmo após prisão de homem que se apresentava como coordenador de campanha

A prisão de Rodrigo Soares, conhecido como RC Soares, abriu um debate sobre possíveis efeitos eleitorais para a campanha de Maria do Carmo Seffair (PL). O cientista político Luiz Antônio avaliou que a associação pública do investigado com a candidatura pode provocar desgaste durante a disputa deste ano.

Soares foi preso pela Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) na quinta-feira (3), durante uma operação que apreendeu aproximadamente 2,5 toneladas de maconha do tipo skunk. A droga estava escondida em dois caminhões dentro de um imóvel relacionado ao investigado, no bairro Aleixo, na Zona Centro-Sul de Manaus.

De acordo com as autoridades, Soares era monitorado havia aproximadamente dois anos e é investigado por tráfico de drogas. A Justiça decretou a prisão preventiva.

Associação com a campanha

A repercussão política ocorreu porque Soares usava as redes sociais para se apresentar como coordenador da campanha de Maria do Carmo. As informações disponíveis não confirmam que ele exercesse formalmente essa função. Sérgio Bringel Júnior, advogado da candidata, contestou a existência de vínculo oficial.

Durante a ação, a Polícia Civil mostrou imagens de uma casa que tinha materiais de campanha com a imagem de Maria do Carmo. Não foi informado quem levou os itens para o imóvel, e as autoridades também não relacionaram o material à investigação sobre tráfico de drogas.

Para Luiz Antônio, a presença pública de Soares ao lado da candidata deve ser considerada pelos eleitores. “Ela é responsável por isso porque candidato nenhum deixaria alguém se apresentar como coordenador de campanha sem que legitimasse essa decisão”, declarou.

O cientista político também relacionou o episódio a uma discussão sobre a aproximação entre agentes políticos e organizações criminosas. Ao citar experiências na América Latina e em estados brasileiros, afirmou que o eleitor precisa avaliar o caso antes de escolher os candidatos.

“A sociedade amazonense não merece isso e a gente precisa ter responsabilidade na escolha eleitoral”, concluiu Luiz Antônio.

Texto produzido pela Redação Rumo ao Destino com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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