O porteiro entregou a encomenda de Elisa a outro morador depois de confundir os primeiros nomes. O pacote havia sido recebido na portaria e tinha o número correto do apartamento na etiqueta, mas a unidade não foi conferida antes da retirada.
A entrega aparecia como concluída no aplicativo quando Elisa voltou do trabalho. O funcionário confirmou que o volume havia sido deixado na portaria e colocado na prateleira destinada às encomendas retiradas no mesmo dia. Mais tarde, um morador perguntou se havia chegado uma caixa para ele. Ao ouvir um nome parecido com o de Elisa, o porteiro consultou rapidamente a etiqueta e liberou o pacote.
No livro de controle, a retirada estava registrada com um nome abreviado. A assinatura parecia apressada e não havia a indicação do número do apartamento. O funcionário reconheceu que não verificou a unidade antes de entregar a encomenda.
Caixa aberta no apartamento errado
O morador respondeu à administração no dia seguinte. Ele disse que esperava um pacote parecido, abriu a caixa em casa e só depois percebeu que o conteúdo não era dele. A embalagem interna estava violada, mas o equipamento aparentemente permanecia intacto.
Elisa pediu fotos para conferir o número de série e avisou o vendedor que a entrega estava sob verificação, sem afirmar que o produto havia sido extraviado. A medida preservou o registro da reclamação enquanto os fatos eram esclarecidos e evitou iniciar uma reposição sem confirmar o ocorrido.
Para documentar o caso, ela reuniu o comprovante do pedido, o registro do aplicativo, a foto da etiqueta e as mensagens trocadas com a administração. Também pediu que o porteiro corrigisse o livro sem apagar o registro original da retirada.
O morador devolveu o equipamento na presença de Elisa e do porteiro. Eles conferiram lacres, acessórios e o funcionamento básico. Elisa testou o produto em casa e não encontrou dano. Ainda assim, pediu que o registro do incidente fosse mantido caso surgisse algum problema relacionado à abertura da embalagem.
Mudança no controle das encomendas
O síndico ouviu os envolvidos e propôs que toda retirada exigisse a identificação da unidade e a confirmação da etiqueta, mesmo quando o funcionário conhecesse o residente. O livro passou a ter campos separados para o apartamento e para a pessoa que retirava a encomenda.
O porteiro explicou que a fila se formou quando o outro morador desceu, o que ajudava a entender a pressa, mas não eliminava a necessidade de conferir o nome completo e o número da unidade. O morador também se desculpou por não ter verificado o destinatário antes de abrir a caixa.
Na semana seguinte, outra encomenda chegou para Elisa. Desta vez, o porteiro pediu o número do apartamento e leu a etiqueta antes de entregar o volume. A primeira caixa, finalmente, foi aberta por ela depois da devolução e da conferência do equipamento.







