As estruturas achatadas que se acumulam sob uma tipuana são frutos, não folhas secas. Chamadas de sâmaras, elas fazem parte da reprodução da espécie Tipuana tipu, da família Fabaceae, e podem ser levadas pelo vento depois de amadurecerem.
Cada fruto reúne uma área mais espessa, onde ficam as sementes, e uma extensão semelhante a uma asa. Essa expansão aumenta a superfície da estrutura e facilita seu deslocamento pelo ar. Com isso, as sementes podem se afastar da árvore-mãe durante a dispersão anemocórica, nome dado à dispersão realizada pelo vento.
Estrutura do fruto
A asa não é uma folha modificada. Ela se forma junto com o fruto, a partir de regiões do ovário e do estilete, conforme a estrutura se desenvolve. Pesquisas sobre a formação das sâmaras da Tipuana tipu verificaram que a maioria dos frutos analisados tinha uma ou duas sementes. Alguns apresentavam três.
O formato ajuda a diferenciar a sâmara de uma folha da tipuana. As folhas da espécie são compostas por vários folíolos, enquanto o fruto é uma estrutura única, com uma parte espessa e uma asa membranosa ou coriácea que se prolonga para um dos lados.
Cor e período de ocorrência
Enquanto ainda está jovem, o fruto pode ser verde. Na maturidade, passa a apresentar coloração castanha. A presença de várias estruturas marrons e aladas no chão indica que a árvore alcançou uma etapa de maturação e dispersão dos frutos.
Não há um único período válido para todas as regiões. No Sul do Brasil, uma ficha da Secretaria de Meio Ambiente de Passo Fundo registra floração entre setembro e dezembro e frutificação entre dezembro e março. Um guia de sementes florestais do Rio Grande do Sul indica a coleta dos frutos em maio e junho.
Estudos de fenologia também apontam variações entre os locais: os frutos maduros podem permanecer na árvore ou cair em períodos diferentes. O clima e a região de crescimento influenciam essa ocorrência.







