Manaus, Sexta-feira, 18 de setembro de 2026
Viajar com informação
Brasil

Mecanismo de Anticítera revela cálculos astronômicos feitos por engrenagens

Fragmentos de bronze preservam parte de uma máquina que acompanhava ciclos do Sol, da Lua, eclipses e calendários.

Fragmentos encontrados em um naufrágio perto da ilha grega de Anticítera revelaram uma máquina astronômica formada por engrenagens, mostradores e inscrições. O objeto foi localizado por mergulhadores em 1901, entre estátuas e cargas do navio, e estava coberto por corrosão e depósitos marinhos.

O mecanismo sobreviveu em dezenas de partes feitas de bronze e madeira. Manivela, rodas dentadas e mostradores na frente e atrás indicam que o aparelho transformava relações matemáticas em posições visíveis. Grande parte da estrutura se perdeu antes ou durante o naufrágio, situado no período helenístico tardio.

O que o mecanismo calculava

As engrenagens representavam ciclos do Sol, da Lua e do calendário. Os mostradores podiam acompanhar fases lunares, ciclos de eclipses e datas de competições pan-helênicas. Por esse motivo, o equipamento é às vezes chamado de primeiro computador analógico, embora não realizasse cálculos digitais.

O aparelho previa fenômenos periódicos a partir de ciclos observados. Não anunciava acontecimentos humanos nem determinava o momento exato de um eclipse com a precisão moderna. Seus mostradores indicavam expectativas dentro de um sistema calendárico.

Como a reconstrução é feita

Radiografias, tomografia computadorizada e técnicas de imagem superficial permitiram identificar dentes, eixos e inscrições escondidos na corrosão. Modelos digitais são usados para verificar se uma proposta se encaixa fisicamente nos fragmentos e reproduz relações conhecidas.

A reconstrução continua em aberto. Uma réplica funcional, sozinha, não comprova que o mecanismo original tivesse exatamente a mesma forma. O trabalho envolve o mapeamento dos fragmentos, a análise das engrenagens ocultas, a leitura multiespectral das inscrições e testes com modelos físicos e digitais.

O conjunto mostra que artesãos helenísticos dominavam engrenagens finas e conseguiam transformar modelos matemáticos complexos em um objeto mecânico. Tecnologias semelhantes podem ter existido sem deixar registros, já que o bronze era frequentemente reciclado. O mecanismo de Anticítera não comprova uma linha contínua até os relógios atuais, mas evidencia que conhecimentos sofisticados poderiam florescer, circular e quase desaparecer do registro material.

Texto produzido pela Redação Rumo ao Destino com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

NewsletterCinco leituras por manhã.

Mais lidos

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5