O atleta grego Spyros Chrysikopoulos completou uma travessia inédita a nado entre a Grécia e a Itália. Ele saiu da ilha de Othonoi e chegou a Santa Maria di Leuca após percorrer noventa e um quilômetros em mar aberto, sem interromper o esforço.
A jornada pelo Canal de Otranto durou quase trinta e duas horas. Durante o trajeto, o nadador enfrentou a escuridão da madrugada, a baixa temperatura da água e as correntes marítimas.
Tentativa anterior e regras da travessia
Dois anos antes, Chrysikopoulos havia abandonado uma tentativa no mesmo canal. Ventos intensos, ondas violentas e queimaduras provocadas por medusas impediram a conclusão do percurso.
Na nova tentativa, as regras da Marathon Swimmers Federation proibiram o uso de trajes térmicos de borracha. O atleta nadou usando apenas uma sunga convencional e também não pôde tocar na embarcação de suporte para descansar.
A alimentação foi entregue por meio de varas compridas, enquanto o nadador permanecia em movimento. A equipe a bordo acompanhou a rota e as correntes com equipamentos de navegação, além de monitorar o ritmo cardíaco e orientar o percurso.
O planejamento também incluiu hidratação e reposição calórica ao longo das horas. Cremes especiais foram aplicados para proteger a pele do atrito provocado pela água salgada.
Apoio durante o percurso
A embarcação de apoio monitorou continuamente a rota e as correntes marinhas. A equipe também garantiu a alimentação e a hidratação sem interromper o nado e aplicou protetores para reduzir o desgaste causado pelo contato com a água salgada.
A conclusão da travessia, com mais de noventa quilômetros sem descanso, consolidou o feito de Chrysikopoulos nas maratonas aquáticas. A realização ocorreu após a tentativa frustrada e reforçou a importância da persistência diante das dificuldades enfrentadas no mar.







