Manaus, Quinta-feira, 24 de setembro de 2026
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Peixes invasores são eliminados e vida retorna a lagos nos Pireneus

Após a retirada dos peixes exóticos, a água ficou mais transparente e anfíbios e invertebrados voltaram aos lagos espanhóis.

Uma intervenção científica eliminou peixes exóticos dos lagos Tres Estanys del Mig e Tres Estanys de Baix, na Espanha. Cerca de dez meses depois, anfíbios e invertebrados aquáticos voltaram ao ambiente, enquanto a transparência da água aumentou.

Os peixes pertenciam ao gênero Phoxinus e chegaram aos lagos após serem usados de forma inadequada como isca viva na pesca esportiva. Sem predadores diretos, eles se multiplicaram e passaram a consumir recursos da fauna nativa.

A presença dos invasores afetava os anfíbios porque os peixes devoravam seus ovos. Eles também reduziam a quantidade de pequenos invertebrados que sustentavam a cadeia alimentar local. Ao procurar alimento no fundo, os cardumes revolviam o sedimento e deixavam a água turva.

Aplicação da rotenona

Pesquisadores de um projeto europeu coordenado pelo CEAB fizeram a intervenção em setembro de 2025. A equipe aplicou rotenona, uma substância natural, na área delimitada dos lagos, com o objetivo de evitar a contaminação de bacias vizinhas.

Embarcações distribuíram o produto em diferentes profundidades e também nas margens. O procedimento eliminou os peixes dos dois lagos e abriu espaço para a recuperação dos processos biológicos.

Após a retirada dos invasores, a água voltou a apresentar maior transparência. A redução da movimentação do sedimento favoreceu a fotossíntese das plantas aquáticas. Sem a predação dos peixes, microcrustáceos herbívoros também se multiplicaram e consumiram parte do excesso de algas.

Retorno da fauna nativa

A rã-vermelha voltou a ocupar as margens dos lagos em grande quantidade. Os girinos da espécie eram raros nas últimas décadas. Invertebrados aquáticos que não eram detectados pelos cientistas desde 2014 também reapareceram no fundo rochoso.

A recuperação ainda atraiu lontras, que passaram a procurar alimento nas margens. O resultado nos Pireneus é apresentado como referência para ações de conservação em áreas protegidas da Europa, ao mostrar que a retirada planejada de espécies exóticas pode permitir a recuperação de ecossistemas de alta montanha em menos de um ano.

Texto produzido pela Redação Rumo ao Destino com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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