Manaus, Sexta-feira, 18 de setembro de 2026
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Pintura medieval é encontrada atrás de painéis no Castelo de Durham

Revestimento instalado nos anos 1950 ocultou por cerca de 70 anos uma pintura com blocos de pedra e motivos florais.

Uma pintura medieval foi encontrada atrás de painéis instalados durante uma reforma no Castelo de Durham. O revestimento escondia um trecho produzido entre o fim do século XIII e o início do XIV, com linhas que imitavam blocos regulares de alvenaria e uma decoração vegetal.

A pintura foi aplicada diretamente sobre a parede. Também foram identificados reboco e pigmentos associados ao período medieval. Embora o fragmento seja pequeno, ele oferece evidência sobre a aparência dos interiores do castelo em uma época pouco representada nas áreas atualmente visíveis.

A datação foi estabelecida a partir do estilo, dos materiais e da relação da pintura com as fases de construção do edifício. Como não há uma inscrição medieval indicando o momento exato da execução, o intervalo entre o fim do século XIII e o início do XIV continua sendo a interpretação mais sustentada, e não uma data precisa.

Residência dos príncipes-bispos

Erguido a partir do período normando, o Castelo de Durham tornou-se residência dos príncipes-bispos de Durham. Essas autoridades reuniam funções religiosas e políticas em uma região estratégica do norte da Inglaterra.

Atualmente, o edifício faz parte da Universidade de Durham. O uso contínuo contribuiu para a conservação do conjunto, mas também levou a reformas sucessivas, que adaptaram os espaços antigos a novas necessidades.

A pintura reforça que os interiores medievais não eram necessariamente dominados por paredes sem cor. Padrões que simulavam pedra trabalhada, tecidos e elementos florais podiam organizar visualmente os ambientes e expressar riqueza, autoridade e devoção. A perda dessas superfícies contribuiu para a imagem de uma Idade Média cinzenta.

Proteção e conservação

O gesso e os painéis protegeram a pintura da luz, da poeira e de novas camadas de tinta. Apesar da possibilidade de danos provocados pela instalação, a cobertura criou uma área isolada que permaneceu fechada por cerca de 70 anos.

Com a remoção do revestimento, os conservadores precisam controlar a umidade e a aderência da superfície. A retirada altera o microambiente da parede, portanto a descoberta não significa que ela possa ser deixada imediatamente exposta ao uso diário.

O fragmento também permite comparar diferentes salas e avaliar como a decoração podia ocupar espaços hoje aparentemente simples. O achado mostra que, em construções usadas durante séculos, rebocos e painéis podem registrar fases sucessivas da história do edifício.

Texto produzido pela Redação Rumo ao Destino com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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