Manaus, Sexta-feira, 18 de setembro de 2026
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Estruturas perto de Göbekli Tepe podem indicar uso residencial do sítio

Construções retangulares identificadas por geofísica levantam novas hipóteses sobre a convivência entre moradia, trabalho e rituais no Neolítico.

Estruturas retangulares encontradas próximas aos monumentos de Göbekli Tepe podem ter sido usadas como residências, segundo a interpretação de pesquisas arqueológicas recentes. O achado não comprova a existência de uma cidade, mas amplia as hipóteses sobre como grupos de caçadores-coletores ocupavam o sítio há cerca de 11 mil anos.

O local ficou conhecido pelos recintos monumentais com pilares de calcário em forma de T, alguns decorados com animais e detalhes humanos. Escavações iniciadas na década de 1990 levaram Klaus Schmidt a interpretar Göbekli Tepe como um centro ritual frequentado por grupos móveis. A ausência inicial de casas claramente identificadas reforçou essa leitura.

Entre cerimônias e atividades cotidianas

A ideia de separar o sítio entre uma área sagrada e outra residencial foi questionada por arqueólogos como E. B. Banning. Edifícios domésticos também podem apresentar decoração e abrigar práticas rituais. Além disso, escavações posteriores encontraram depósitos, ferramentas, estruturas menores e indícios de atividades cotidianas.

Levantamentos magnéticos e o radar de penetração no solo ajudaram a mapear estruturas sem a remoção imediata das camadas arqueológicas. Em Göbekli Tepe, prospecções realizadas desde 2003 identificaram numerosos recintos sob o monte. As pesquisas recentes direcionaram escavações para construções retangulares próximas da zona protegida, permitindo comparar as imagens subterrâneas com as paredes encontradas no local.

A geofísica indica formas e contrastes, mas não determina sozinha a função de um cômodo. Divisões internas, pisos, áreas de fogo, armazenamento, descarte de alimentos e objetos de uso cotidiano podem sustentar uma interpretação residencial. Ainda assim, cada evidência precisa ser analisada em conjunto com a estratigrafia, os artefatos, os resíduos e a datação do contexto.

Por que isso não define uma cidade

A presença de uma residência, de um conjunto sazonal ou de um pequeno bairro não basta para caracterizar uma cidade. Também é necessário verificar se as estruturas tinham a mesma idade dos grandes recintos ou se pertenciam a uma fase posterior. Göbekli Tepe foi usado por séculos, e construções próximas podem não ter funcionado ao mesmo tempo.

Datações por radiocarbono de materiais orgânicos, análises dos pisos e a sequência das paredes podem ajudar a estabelecer a cronologia. Restos microscópicos de plantas, ossos e marcas de desgaste também podem indicar atividades repetidas no local.

Se pessoas moravam ao lado dos pilares, o complexo pode ter reunido preparo de alimentos, produção de ferramentas, armazenamento de recursos e cerimônias. Essa possibilidade mudaria as estimativas sobre mão de obra, duração das estadias e organização social.

As estruturas identificadas pela geofísica ainda são uma hipótese. Escavações, datações e análises de resíduos serão necessárias para indicar quem esteve ali e por quanto tempo. A descoberta não elimina a função monumental de Göbekli Tepe, mas pode mostrar que a vida cotidiana e os rituais coexistiam no mesmo espaço.

Texto produzido pela Redação Rumo ao Destino com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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