Manaus, Sexta-feira, 18 de setembro de 2026
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Flores de até 1.500 anos são reveladas sob cal em parede no Uzbequistão

Arqueólogos encontraram tulipas, elementos vegetais e linhas vermelhas em uma parede antiga de Boburtepa.

Uma parede em Boburtepa, no atual Uzbequistão, preservou sob uma camada de cal branca fragmentos de uma pintura atribuída aos séculos IV ou V. A decoração inclui flores semelhantes a tulipas, outros elementos vegetais claros e faixas vermelhas onduladas sobre o reboco antigo.

A parede ficou escondida por cerca de 1.500 anos. A cobertura pode ter impedido que a pintura permanecesse visível, mas também protegeu partes da superfície contra luz, sujeira, toque e novas reformas. A aplicação da cal, porém, também poderia arrancar pigmentos.

Como as camadas ajudam a reconstruir a história

A sequência física da parede reúne argila ou alvenaria, uma camada de reboco preparada, os pigmentos da decoração e uma cobertura posterior de cal branca. Em geral, o material que está por baixo é mais antigo, exceto quando cortes ou reparos interrompem essa ordem.

Os pesquisadores observam a espessura das camadas, os pontos de contato entre elas e os trechos em que a tinta continua. Amostras podem indicar os minerais usados nos pigmentos e a composição da argamassa, permitindo comparações com outras construções da região.

A construção associada à pintura pode ter funcionado como templo, mas essa interpretação ainda depende da análise do plano arquitetônico e dos objetos encontrados. Uma parede decorada, sozinha, não confirma a função de todo o edifício.

O que a cal pode indicar

A mudança religiosa é uma possibilidade para a cobertura, assim como uma reforma, uma alteração de gosto ou um novo uso do edifício. O motivo ainda não pode ser definido sem inscrições, datas e relações arquitetônicas mais claras.

Mesmo danificados, os desenhos podem ser comparados com tecidos, pinturas e ornamentos de áreas vizinhas. A escolha das flores, das cores e das linhas ajuda a situar Boburtepa em redes culturais mais amplas.

A camada branca também registra que, em algum momento, a imagem deixou de ficar visível. Para os arqueólogos, a parede reúne fases distintas: criação, cobertura e redescoberta.

Texto produzido pela Redação Rumo ao Destino com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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