Manaus, Sexta-feira, 18 de setembro de 2026
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Professora aposentada retorna à escola aos 97 anos como voluntária

Helena ajuda alunos com leitura e escrita e afirma que a convivência com crianças a mantém curiosa sobre as mudanças do mundo.

Professora aposentada retorna à escola aos 97 anos como voluntária

A professora aposentada Helena, de 97 anos, voltou à escola onde começou a dar aulas e hoje atua como voluntária três vezes por semana. Ela acompanha atividades de leitura e escrita, conversa com os alunos e participa da rotina sem ocupar o lugar dos professores.

Helena se aposentou aos 65 anos, depois de uma vida dedicada ao ensino fundamental. No início, aproveitou o tempo livre para organizar a casa e ficar com a família, mas passou a sentir falta da convivência com crianças em fase de aprendizagem.

Atuação na escola

O retorno começou com participações em eventos e projetos. Helena lia histórias e ajudava estudantes com dificuldades de leitura. Com o tempo, as visitas deixaram de ser ocasionais e passaram a fazer parte da semana.

Ela acompanha pequenos grupos durante a leitura, escuta alunos que têm vergonha de ler em voz alta, ajuda a organizar textos curtos e conta como era a escola em outras épocas. Também conversa com as crianças nos intervalos.

A voluntária prefere sentar ao lado dos estudantes, ouvir suas dúvidas e ajudar nas atividades. “Quando você tem 97 anos, percebe que não precisa ter resposta para tudo”, diz Helena.

Os alunos também ensinam novas habilidades à professora. Eles mostraram como ampliar letras no tablet, enviar mensagens de voz e procurar fotografias antigas na internet. Helena, por sua vez, contou como fazia pesquisas em enciclopédias e preparava aulas à mão.

Uma aluna de 10 anos afirma que gosta de sentar perto de Helena porque “ela sempre tem uma história, mas também pergunta sobre as nossas”. Outro estudante diz que, quando alguém erra uma palavra, ela apenas pede que tente novamente.

Uma rotina adaptada

Helena não fica o dia inteiro na escola. Caminha devagar, usa uma bengala quando está mais cansada e prefere atividades sentadas. Quando a manhã se torna longa, volta para casa mais cedo.

A escola adaptou sua participação para que ela possa atuar com conforto. Não há cobrança de horário rígido nem tarefas que dependam exclusivamente dela. Sem a obrigação de concluir conteúdos, preencher relatórios ou controlar uma turma, Helena se concentra no momento em que uma criança entende algo novo.

A família já perguntou se ela não prefere descansar. Helena responde que descansa nos outros dias. Para ela, continuar perto de pessoas mais jovens ajuda a acompanhar palavras novas, músicas, tecnologias e expressões usadas nas redes sociais.

“Eu ensino algumas coisas que eles ainda não sabem e eles me mostram um mundo que continua mudando”, afirma.

Sem receber salário, cumprir jornada ou depender da escola para se manter, Helena mantém o voluntariado por escolha. A presença na sala de aula se tornou uma forma de sair de casa, conviver com os alunos e continuar aprendendo.

Texto produzido pela Redação Rumo ao Destino com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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