A candidatura a uma universidade no exterior exige mais do que escolher um país, uma cidade ou uma instituição. Estudantes brasileiros precisam analisar os critérios de cada programa, reunir documentos, comprovar proficiência em inglês e acompanhar as datas do processo seletivo.
Documentos e exigências
O planejamento começa pela seleção de cursos e universidades compatíveis com os objetivos acadêmicos e profissionais do estudante. Em seguida, cada instituição deve ser analisada separadamente, já que os requisitos podem mudar conforme o país, o programa e a universidade.
Entre os documentos que podem ser solicitados estão históricos escolares e acadêmicos, documentos de identificação, currículo, cartas de recomendação e declarações pessoais ou redações, chamadas de essays. Algumas instituições também exigem resultados de exames específicos.
Antes de fazer qualquer prova de idioma, o candidato deve conferir quais exames são aceitos pela universidade e pelo curso escolhido. Também é necessário organizar um calendário com o período de preparação, a reunião de documentos, a produção das redações, a realização dos exames e o envio da candidatura.
Michelle Cripps, diretora de Gestão de Canais – Américas na ETS, afirma que “o processo exige planejamento” e que, em muitos casos, a preparação deve começar meses antes do prazo final.
Proficiência em inglês
A comprovação de proficiência em inglês pode fazer parte da seleção para universidades internacionais. Além de identificar o nível exigido, o estudante precisa saber qual teste é aceito pela instituição e reservar tempo para se preparar.
O TOEFL iBT, aplicado pela ETS, é aceito por mais de 13 mil instituições em mais de 160 países. O exame pode ser usado para comprovar o domínio do inglês em processos seletivos internacionais.
Os testes também avaliam habilidades ligadas ao ambiente acadêmico, como compreender aulas, participar de discussões, desenvolver trabalhos e apresentar ideias. Essas competências podem ser necessárias para acompanhar a rotina do curso depois da admissão.
Segundo Michelle Cripps, os estudantes devem tratar a proficiência em inglês como parte do planejamento geral, e não como uma tarefa para a última hora. A ETS recomenda identificar as universidades que exigem ou aceitam o TOEFL iBT e verificar o nível atual por meio dos Testes Práticos Oficiais do TOEFL.
Erros que podem afetar a candidatura
Deixar a preparação para perto do prazo pode reduzir as opções disponíveis e limitar o tempo para estudar para os exames. Também é necessário evitar a suposição de que todas as universidades adotam os mesmos critérios.
Além da data final para o envio da candidatura, podem existir prazos específicos para documentos e resultados de exames. Um calendário único ajuda a acompanhar cada etapa e evita a sobreposição de tarefas.
Antes do envio, históricos, cartas de recomendação, redações e demais documentos devem ser conferidos para garantir que estejam completos e sigam as orientações da instituição. Quando o exame de inglês for obrigatório, o cronograma precisa incluir a preparação, a realização da prova e o período para encaminhamento do resultado à universidade.
A candidatura pode ser organizada como um projeto dividido em etapas: identificar as instituições de interesse, verificar os requisitos, reunir a documentação e se preparar para os exames. Para Michelle, ter um destino definido, entender as exigências e estabelecer prioridades ajuda a reduzir imprevistos durante o processo.







