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Rã de vidro concentra 89% das células vermelhas no fígado durante o sono

Estudo em Science usou imagem fotoacústica para acompanhar a mudança na circulação e o aumento do fígado durante o repouso.

Rã de vidro concentra 89% das células vermelhas no fígado durante o sono

A rã de vidro Hyalinobatrachium fleischmanni concentra cerca de 89% das células vermelhas circulantes no fígado enquanto dorme. A mudança reduz o contraste do sangue contra a folha e aumenta a transparência do corpo durante o repouso. Quando o animal acorda, as células retornam à circulação.

O mecanismo foi descrito em um estudo publicado na Science, que acompanhou o sangue sem abrir os animais. A pesquisa usou imagem fotoacústica, técnica em que a absorção de luz produz sinais capazes de localizar componentes como as hemácias.

Como a transparência funciona

A rã não fica completamente invisível. Pele, músculos, ossos e alguns órgãos continuam formando contornos. A pele translúcida permite que a luz atravesse parte do corpo, mas o sangue vermelho pode destacar o animal sobre uma folha. Durante o sono, a redução das hemácias em circulação diminui esse contraste.

Os pesquisadores compararam indivíduos acordados e adormecidos. Além de observar a distribuição do sangue, avaliaram a aparência do corpo e o tamanho relativo do fígado em diferentes estados. O órgão aumentou aproximadamente 40% enquanto armazenava as células.

A combinação entre menos hemácias circulando, maior concentração no fígado e expansão do órgão explica a mudança observada durante o repouso. Ao despertar e voltar à atividade, a rã redistribui as células pelo corpo.

Questões sobre coagulação e camuflagem

Concentrar células sanguíneas em um órgão poderia aumentar o risco de coagulação em muitos animais. A rã parece evitar esse problema durante o repouso, mas o estudo não esclareceu completamente como isso ocorre. Os mecanismos que permitem guardar e liberar as células ainda são objeto de investigação.

Enquanto dorme, o animal tem menor demanda de atividade. Por isso, a circulação reduzida de hemácias pode ser compatível com seu estado fisiológico. A observação não indica uma ausência permanente de sangue vermelho, mas uma mudança regulada entre sono e vigília.

O estudo relaciona a maior transparência à camuflagem sobre folhas. Um corpo que deixa passar mais luz pode produzir menos sombra e contraste perceptível. Ainda assim, a rã mantém olhos, ossos e bordas reconhecíveis, e a eficácia do mecanismo pode variar conforme a iluminação e o local de repouso.

A mudança é reversível e mensurável: durante o sono, o fígado armazena grande parte das células vermelhas; ao acordar, elas voltam a se distribuir pelo corpo. A pesquisa examinou uma espécie e condições definidas de estudo, sem indicar que todas as rãs de vidro usem o mecanismo da mesma forma.

Texto produzido pela Redação Rumo ao Destino com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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