Manaus, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Treino em esteira altera gânglios que participam do controle cardíaco em ratos

Experimento com ratos Wistar identificou respostas diferentes nos gânglios estrelados direito e esquerdo após dez semanas de atividade moderada.

Um experimento com ratos Wistar identificou mudanças na estrutura dos gânglios estrelados após uma rotina de atividade moderada em esteira. Essas estruturas fazem parte do sistema nervoso simpático e participam da coordenação do ritmo e do trabalho do coração.

A principal diferença apareceu entre os dois lados. O gânglio estrelado direito apresentou cerca de quatro vezes mais neurônios do que o esquerdo. No lado esquerdo, as células aumentaram quase duas vezes o volume habitual.

Os resultados mostram respostas anatômicas distintas ao treinamento aeróbico. No lado direito, a alteração esteve relacionada à quantidade de células. No esquerdo, o destaque foi a expansão do tamanho celular. A análise indicou que nervos periféricos podem se adaptar a estímulos mecânicos prolongados.

Como o estudo foi realizado

A investigação usou esteira rolante para manter os animais em treinamento aeróbico moderado ao longo de dez semanas. Os pesquisadores aplicaram estereologia tridimensional, técnica de microscopia quantitativa usada para estimar o número total de células e a densidade volumétrica das amostras.

O método permitiu comparar os gânglios estrelados direito e esquerdo e medir as alterações morfológicas sem depender apenas de cortes bidimensionais dos tecidos. A proposta foi avaliar a assimetria neural associada ao exercício.

Participação acadêmica

O trabalho reuniu equipes da University of Bristol e da University College London, além de especialistas da USP e da UNIFESP. Augusto Coppi e Fernando Vagner Lobo Ladd lideraram as análises do tecido simpático dos animais.

A pesquisa foi divulgada no periódico científico Autonomic Neuroscience. Os resultados foram obtidos em modelo animal e ainda não permitem concluir que as mesmas transformações ocorram em seres humanos.

Novos ensaios clínicos serão necessários para verificar essa possibilidade. A compreensão da atuação do sistema autônomo em cada lado do coração poderá contribuir para estudos sobre intervenções direcionadas contra arritmias e desordens coronárias, conforme indicado na pesquisa.

Texto produzido pela Redação Rumo ao Destino com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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