Manaus, Sexta-feira, 18 de setembro de 2026
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China amplia responsabilidade judicial por danos causados por sistemas de IA

Novas diretrizes permitem ações contra réplicas digitais sem consentimento, informações falsas e provedores que não removam conteúdos lesivos rapidamente.

China amplia responsabilidade judicial por danos causados por sistemas de IA

A China passou a prever responsabilização judicial de provedores de inteligência artificial que não ajam rapidamente após serem informados de que seus sistemas produziram conteúdos que violam direitos de outras pessoas. A previsão faz parte de diretrizes anunciadas nesta segunda-feira 7 pelo Supremo Tribunal chinês.

As normas estabelecem critérios para processos envolvendo o uso da tecnologia e incluem casos em que imagens ou vozes de pessoas são reproduzidas de forma identificável sem consentimento. A criação e a distribuição de réplicas digitais reconhecíveis, como rostos e vozes clonados, estão entre as situações submetidas às novas regras.

Casos que podem chegar à Justiça

As diretrizes também abrangem disputas relacionadas à discriminação de preços por meio de algoritmos e à circulação de informações falsas geradas por inteligência artificial. As tecnologias capazes de reproduzir de maneira convincente a aparência e a voz de pessoas reais ganharam espaço nos últimos anos.

Uma das previsões trata de pessoas que tiveram o rosto alterado digitalmente e usado na divulgação de acusações sexuais falsas e difamatórias. Nesses casos, as normas oferecem caminhos legais para contestar o uso do conteúdo e buscar reparação na Justiça.

A vice-presidente do Tribunal, Tao Kaiyuan, afirmou que as diretrizes procuram “equilibrar o desenvolvimento e a segurança”. O documento foi apresentado pelo Supremo Tribunal chinês em um momento de disputa de Pequim com os Estados Unidos em um setor considerado crucial.

O presidente chinês, Xi Jinping, defendeu “reforçar a consciência sobre os riscos e garantir que a IA seja segura e controlável”. A aplicação das regras dependerá da análise de processos relacionados ao uso da tecnologia, incluindo a identificação de conteúdos que afetem os direitos de terceiros e da resposta dada pelos provedores após serem notificados.

Texto produzido pela Redação Rumo ao Destino com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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