A inflação superou o aumento médio dos salários nos Estados Unidos em setembro. Em 12 meses, a remuneração avançou 3%, enquanto a inflação ficou em 3,4%, reduzindo o poder de compra no país.
O mercado de trabalho também perdeu ritmo. Foram criados 29 mil postos no mês, abaixo dos cerca de 85 mil previstos pelo mercado. A taxa de desemprego passou de 4,1% para 4,2%.
Os dados dos meses anteriores foram revisados para baixo. Julho passou a registrar saldo negativo, com -10 mil vagas. Para agosto, o resultado foi ajustado para 133 mil postos, ante os 162 mil informados inicialmente.
Pressão antes das eleições
A desaceleração das contratações e o aumento dos salários abaixo da inflação colocam o poder de compra no centro do debate político. As eleições de meio de mandato estão marcadas para 3 de novembro, a apenas um mês da divulgação dos dados, e são consideradas cruciais para o governo de Donald Trump.
O resultado combina menor criação de empregos, aumento do desemprego e perda de poder de compra. A taxa de desemprego, embora tenha subido ligeiramente, permanece associada a um mercado de trabalho com revisões negativas nos números registrados anteriormente.







