Manaus, Sexta-feira, 18 de setembro de 2026
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Coreia do Sul avalia missão militar para proteger navegação em Ormuz

Seul considera enviar meios navais e aeronave ao Estreito de Ormuz, mas condiciona a decisão à manutenção da prontidão na Península Coreana.

Coreia do Sul avalia missão militar para proteger navegação em Ormuz

A Coreia do Sul avalia enviar forças militares ao Estreito de Ormuz para contribuir com a segurança da navegação, informou nesta sexta-feira (4) o gabinete presidencial. O governo ainda não tomou uma decisão definitiva e condiciona qualquer participação à preservação da capacidade de resposta das Forças Armadas na Península Coreana.

Um integrante do gabinete presidencial afirmou que a possível contribuição está sendo analisada dentro de um limite que não afete a prontidão militar. De acordo com ele, a discussão ainda não chegou ao momento de solicitar autorização à Assembleia Nacional.

Entre os recursos considerados estão uma aeronave de patrulha marítima P-8 Poseidon, uma equipe especializada em retirar explosivos e minas e um navio de apoio logístico da Marinha. Uma autoridade do Ministério da Defesa informou que os militares já começaram a preparar alternativas para uma eventual missão.

Também estão em avaliação unidades voltadas à detecção e à remoção de minas. Seul conversa com Estados Unidos, Reino Unido e França sobre o porte e as características de uma possível operação. A Presidência, porém, negou que a decisão já tenha sido tomada. Há informações de que uma missão poderia ser enviada ainda neste ano.

A análise ocorre após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pressionar o governo sul-coreano a participar de ações para manter aberto o estreito, uma rota estratégica para o transporte de petróleo. Em agosto, Trump disse ter pedido apoio ao presidente sul-coreano, Lee Jae Myung, e recebido um “não, obrigado”.

Exercícios militares

Em 16 de agosto, Trump ordenou ao Pentágono que reduzisse significativamente os exercícios militares conjuntos com Seul. Ele mencionou os custos das manobras, a mensagem enviada à Coreia do Norte e a recusa sul-coreana de ajudar nas operações americanas contra o Irã.

A medida afetou o exercício anual Ulchi Freedom Shield, que envolvia cerca de 18 mil militares sul-coreanos neste ano. Os Estados Unidos mantêm tropas na Coreia do Sul desde a Guerra da Coreia.

O Estreito de Ormuz é relevante para a economia sul-coreana: mais de 60% do petróleo bruto importado pelo país passa pela região. Nesta semana, o número de navios comerciais identificados no estreito ficou novamente abaixo da média recente, enquanto confrontos entre forças americanas e iranianas elevaram as preocupações com o fornecimento mundial de petróleo.

Texto produzido pela Redação Rumo ao Destino com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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