Manaus, Sexta-feira, 18 de setembro de 2026
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Trigo recua em Chicago com atenção às negociações entre Rússia e Ucrânia

Futuros do trigo fecharam em baixa, enquanto milho e soja oscilaram antes do relatório do USDA da próxima semana.

Trigo recua em Chicago com atenção às negociações entre Rússia e Ucrânia

Os futuros do trigo fecharam em queda nesta sexta-feira (4) na Bolsa de Chicago, ampliando a retração após a máxima de três anos e meio registrada no início da semana. O mercado acompanhou os esforços diplomáticos para encerrar a guerra entre Rússia e Ucrânia e os possíveis efeitos sobre os embarques de grãos pelo Mar Negro.

O contrato de trigo mais negociado na CBOT recuou 20,25 centavos e terminou a sessão a US$7,34 por bushel. Na quarta-feira, o preço havia alcançado US$7,95. Na quinta-feira, comentários de Vladimir Putin sobre a possibilidade de um acordo de paz provocaram realização de lucros.

“Qualquer menção a negociações de paz vai pressionar o mercado”, disse Ed Duggan, corretor da Top Third Ag Marketing. Segundo ele, o trigo está na região do Mar Negro, mas enfrenta dificuldades para deixar a área.

Negociações e exportações

O Kremlin afirmou que ainda havia possibilidade de um acordo de paz na Ucrânia, mas não confirmou relatos sobre uma possível visita de enviados dos Estados Unidos à Rússia e à Ucrânia no fim de semana. Os planos, de acordo com uma fonte a par da situação, ainda não tinham sido finalizados por preocupações de segurança dos EUA.

Ataques da Rússia e da Ucrânia contra portos e embarcações dos dois países praticamente paralisaram as exportações pelo Mar Negro. A restrição levou importadores asiáticos a comprar pelo menos meio milhão de toneladas de trigo da Austrália e da Argentina em negociações recentes, segundo fontes do setor.

A soja negociada na CBOT caiu 6,5 centavos, para US$13,0974 por bushel. O milho recuou 4 centavos, a US$5,3675 por bushel. Os dois mercados oscilaram antes do fim de semana prolongado e do relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), previsto para a próxima semana.

As compras chinesas de soja dos EUA e as preocupações com o clima quente e seco nas principais áreas de cultivo americanas deram sustentação à oleaginosa. No milho, as expectativas de baixos rendimentos no Cinturão do Milho dos EUA mantiveram um piso para os futuros. O USDA informou que exportadores venderam 192.000 toneladas de soja para a China, com entrega prevista para o ano-mercado de 2026/27.

Texto produzido pela Redação Rumo ao Destino com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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