Manaus, Sexta-feira, 2 de outubro de 2026
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Quase 400 escolas francesas fecham durante onda de protestos estudantis

Autoridades registram feridos, detenções e interrupções em 564 estabelecimentos de ensino durante as manifestações na França.

Quase 400 escolas francesas fecham durante onda de protestos estudantis

Quase 400 das 3.700 escolas de ensino médio da França permaneceram fechadas nesta sexta-feira durante os protestos estudantis. O Ministério da Educação informou que houve ações ou interrupções das atividades em 564 estabelecimentos.

Desde o início do movimento, mais de 300 policiais e gendarmes ficaram feridos. Também foram atingidos 65 funcionários do Ministério da Educação, incluindo 40 diretores de escolas, e 170 alunos, conforme as autoridades.

Detenções e danos

O ministro da Justiça, Gérald Darmanin, disse que pediu aos promotores que responsabilizem os pais pelos danos provocados pelos filhos nas manifestações e que eles “paguem pelos reparos”. Segundo o ministro, quase 2.000 pessoas foram detidas, das quais 90% eram menores de idade.

As primeiras detenções levaram a condenações à prestação de serviços à comunidade nos tribunais. Em Belfort, no nordeste francês, um policial foi agredido por manifestantes descritos como “arruaceiros” pelo ministro do Interior, Laurent Nuñez.

Houve confrontos entre jovens e forças de segurança em Paris e Estrasburgo. Na capital, dezenas de estudantes bloquearam pela manhã a entrada da escola Turgot. Alguns usavam capuzes e exibiam faixas com reivindicações sobre a rotina escolar e a atuação policial.

Reivindicações dos estudantes

Os alunos reclamam do excesso de aulas, das ausências de professores e da falta de substitutos. Simon, de 15 anos, afirmou que a jornada vai das oito da manhã às seis da tarde e que ainda são necessárias duas horas de estudo em casa, o que reduz o tempo para atividades extracurriculares.

Anna, também de 15 anos, relatou que as temperaturas chegaram a 37ºC durante a onda de calor e disse que as salas são frias no inverno. Ela criticou os gastos com dispositivos destinados a garantir a proibição de celulares nas escolas.

Em Marselha, no sul do país, muitas escolas adotaram aulas remotas após os protestos interromperem os transportes na quinta-feira. O ministro da Educação, Édouard Geffray, reuniu-se com sindicatos e associações estudantis, mas os representantes mantiveram o chamado para uma jornada de protestos na próxima terça-feira, diante da falta de “medidas concretas”.

Texto produzido pela Redação Rumo ao Destino com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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