Manaus, Sexta-feira, 18 de setembro de 2026
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Avanço houthi eleva risco para rota de petróleo no Mar Vermelho

Tomada de Moca e ataques a navios sauditas aumentam a pressão sobre o Estreito de Bab el-Mandeb, ligado ao Canal de Suez.

Avanço houthi eleva risco para rota de petróleo no Mar Vermelho

As exportações de petróleo da Arábia Saudita pelo porto de Yanbu caíram para 1,5 milhão de barris por dia em agosto, depois que os houthis retomaram ataques contra navios sauditas. O movimento ocorre enquanto o Estreito de Bab el-Mandeb se torna uma rota ainda mais importante para o país, após o fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã.

Os houthis, grupo pró-Irã que atua no Iêmen, tomaram Moca, cidade portuária situada 70 km ao norte de Bab el-Mandeb, nesta quinta-feira 10. A Arábia Saudita, que apoia o governo iemenita, respondeu com dezenas de ataques aéreos realizados por caças F-15 e Typhoon.

Uma passagem entre dois mares

Com aproximadamente 100 quilômetros de extensão e 30 quilômetros de largura, Bab el-Mandeb separa o Iêmen do Chifre da África. O estreito se estende entre Ras Menheli, na costa iemenita, e Ras Siyyan, no Djibuti. Os dois cabos delimitam a passagem entre o Mar Vermelho e o Golfo de Aden.

O nome significa “Porta dos Lamentos” em árabe. Petroleiros e navios mercantes que saem da Ásia usam a rota para alcançar o Mar Vermelho, o Canal de Suez e o Mediterrâneo, no caminho para a Europa. O trajeto também pode ser percorrido no sentido contrário.

Os houthis não controlam diretamente todo o litoral junto ao estreito. O grupo, porém, passou a controlar Moca e o porto de Hodeida, mais ao norte. Testemunhas relataram a entrada dos combatentes na cidade, com palavras de ordem contra os Estados Unidos e Israel. Uma fonte militar afirmou que os houthis também tomaram a ilha de Zuqar, no sul do Mar Vermelho, após ataques com foguetes e uma operação terrestre apoiada por embarcações.

Efeito sobre petróleo e navegação

Desde julho, os houthis mantêm um bloqueio marítimo contra a Arábia Saudita e atacaram vários navios do país. O grupo nega que pretenda fechar Bab el-Mandeb ou cobrar direitos de trânsito. Para o Instituto para o Estudo da Guerra, a estratégia busca elevar os custos econômicos e políticos do conflito para Riade e pressionar a monarquia a interromper suas operações militares.

O estreito respondia por 12% do fluxo global de petróleo em 2023, segundo a Administração de Informação Energética dos EUA. Durante a guerra em Gaza, os ataques houthis reduziram o tráfego na área. O fechamento de Ormuz pelo Irã ampliou a dependência saudita da rota pelo Mar Vermelho.

As exportações de Yanbu tiveram média de 3,8 milhões de barris por dia entre março e julho, aproximadamente cinco vezes o nível pré-guerra, conforme a Kpler. Em agosto, porém, recuaram para 1,5 milhão de barris por dia. O Brent superou 106 dólares o barril nesta quinta-feira, maior nível desde maio.

Para Andreas Krieg, especialista em segurança do King’s College London, “o maior perigo não é necessariamente o fechamento físico de Bab el-Mandeb, mas a incerteza persistente”.

Novo conflito no Iêmen

A guerra no Oriente Médio começou em 28 de fevereiro, com ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, seguidos por ações de represália de Teerã. Os houthis permaneceram neutros no início, mas permitiram, em julho, o pouso de uma aeronave iraniana no Iêmen, apesar do controle saudita do espaço aéreo.

A resposta do governo apoiado pela Arábia Saudita rompeu o cessar-fogo firmado em 2022. Depois disso, os houthis intensificaram ataques contra navios e o território saudita. O avanço em direção a Bab el-Mandeb elevou a pressão sobre as exportações de petróleo do Golfo. O tráfego pelo Canal de Suez, que caiu em 2024 após ataques contra navios associados a Israel, representou pouco mais da metade do nível pré-crise entre janeiro e agosto de 2026.

Texto produzido pela Redação Rumo ao Destino com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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