O papa Leão XIV recebeu, no Palácio Apostólico do Vaticano, representantes de dois seminários italianos e afirmou que a vocação sacerdotal não é algo garantido no mundo atual. O encontro ocorreu no dia 3 de setembro com delegações do Seminário Regional Pontifício Apúlio Pio XI, de Molfetta, e do Seminário Interdiocesano de Aversa.
Durante a audiência, o pontífice agradeceu aos seminaristas pelo compromisso de seguir respondendo diariamente ao chamado religioso. Ele também reconheceu o papel das famílias na formação vocacional, destacando a importância de lares em que os pais rezam e conseguem apoiar a partida dos filhos.
Leão XIV afirmou que toda vocação nasce da liberdade de Deus e não de uma disputa ou de uma suposta seleção dos melhores. Para o papa, os seminaristas não estão nessa trajetória por mérito próprio, mas por uma escolha divina associada a um amor gratuito.
A presença de pessoas em formação para o sacerdócio, acrescentou, representa um sinal de esperança para a Igreja. Essa esperança, segundo ele, não se baseia em um otimismo indefinido, mas na certeza de que Deus continua chamando pessoas em diferentes períodos da história e lugares.
Os dois seminários celebram marcos neste ano. Molfetta lembra o centenário de suas novas instalações, encomendadas pelo Papa Pio XI, enquanto Aversa marca o tricentenário da abertura de suas instalações atuais.
Leão XIV também falou sobre a vida comunitária durante a formação. Ao citar o grupo de apóstolos reunido por Jesus, afirmou que pessoas com personalidades diferentes são chamadas a viver a Igreja em comunhão. “Ela não pertence a nenhum de nós”, disse o papa, ao defender que todos devem amá-la e servi-la como um só corpo.
Aos formadores, pediu que sejam os primeiros responsáveis por ensinar o cuidado e a fraternidade em relações pessoais e comunitárias baseadas na verdade e na caridade. O pontífice disse ainda que os futuros sacerdotes deverão levar o Evangelho às comunidades, incluindo famílias que enfrentam dificuldades, jovens que deixam suas cidades em busca de trabalho, idosos solitários e pessoas marginalizadas ou sem propósito na vida.







