O presidente da Argentina, Javier Milei, anunciou nesta quinta-feira (3) um conjunto de medidas para ampliar a pressão do país sobre a soberania das Ilhas Malvinas. As ações incluem uma base naval na Tierra del Fuego, punições para empresas ligadas à exploração de petróleo e a criação de um Conselho de Segurança Nacional.
O governo argentino pretende enviar ao Congresso um projeto de Lei de Defesa da Soberania Nacional. A proposta prevê sanções administrativas e penais contra companhias que operem sem autorização de Buenos Aires na região. As punições também poderão alcançar empresas fornecedoras que prestem serviços de apoio às operações consideradas ilegais pela Argentina.
A medida mira o projeto Sea Lion, de extração de petróleo na Bacia Norte das Malvinas, operado por empresas de Israel e do Reino Unido.
Base naval e conselho de segurança
Milei também anunciou a aceleração da construção de uma base naval integrada na Tierra del Fuego, no extremo sul da Argentina. A instalação deverá ampliar a presença militar e logística do país no Atlântico Sul e funcionar como polo de monitoramento. O presidente afirmou que o Ministério da Defesa receberá mais recursos para concluir a obra.
O novo Conselho de Segurança Nacional deverá coordenar políticas de Defesa, Inteligência, Economia e Relações Exteriores. Entre suas atribuições estarão a proteção de infraestruturas estratégicas e a definição de diretrizes para a segurança aeroespacial e marítima no Atlântico Sul.
Um decreto deverá facilitar o compartilhamento de dados entre órgãos públicos e a chancelaria argentina. A medida busca identificar empresas envolvidas em atividades irregulares nas ilhas e permitir a aplicação imediata das sanções.
Reação de Estados Unidos e Reino Unido
A ofensiva foi anunciada após Donald Trump sugerir que os Estados Unidos poderiam rever a posição de neutralidade sobre a disputa entre Argentina e Reino Unido. Milei classificou a declaração como um passo significativo para a reivindicação argentina.
O governo britânico reafirmou que não tem dúvidas sobre sua soberania e declarou que as Ilhas Malvinas continuarão sendo um território ultramarino britânico, respeitando o direito de autodeterminação dos moradores locais.







