Manaus, Sexta-feira, 18 de setembro de 2026
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Relatório da ONU propõe administrar alta da temperatura além de 1,5°C

Documento do Pnuma afirma que a meta climática não será cumprida no curto prazo e defende preparar a reversão do aquecimento.

Relatório da ONU propõe administrar alta da temperatura além de 1,5°C

O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) propõe administrar uma ultrapassagem temporária da marca de 1,5°C e tentar reverter o aquecimento até o fim deste século. A proposta está no relatório Limiting Overshoot ("Limitar a Extrapolação", em tradução livre), divulgado após o diagnóstico de que a meta não poderá ser cumprida no curto prazo.

O documento também aponta que a maioria dos países signatários do Acordo de Paris não alcançou os objetivos de redução das emissões de gases de efeito estufa previstos para 2030. O tratado foi firmado em 2015 para limitar o aumento da temperatura média global a 1,5°C acima dos níveis pré-industriais.

Riscos e medidas previstas

Segundo o relatório, se o aquecimento atingir 1,8°C nas próximas décadas, não há segurança de que será possível retornar ao patamar de 1,5°C. A manutenção ou a superação desse limite deve produzir impactos imediatos sobre ecossistemas e comunidades mais vulneráveis.

O Pnuma defende mais governança global diante do aumento da perda florestal, do derretimento das geleiras e dos polos e da elevação do nível do mar. O documento também considera necessários investimentos em adaptação às mudanças climáticas, tanto em escala local quanto global.

A prioridade indicada continua sendo reduzir as emissões e remover dióxido de carbono da atmosfera por meio de reflorestamento e novas tecnologias. Para Claudio Ângelo, coordenador de Política Internacional do Observatório do Clima, o diagnóstico mostra que o objetivo central da Convenção do Clima da ONU não foi cumprido. “É hora de começar a falar sério sobre adaptação”, afirmou.

El Niño e pressão sobre governos

Um estudo do climatologista norte-americano James Hansen indica que o El Niño pode levar o aquecimento médio global a 1,7°C até o final deste ano, segundo Pedro Aranha, coordenador da Coalizão Pelo Clima. Ele citou mortes associadas a ondas de calor extremo na Europa e o deslizamento de uma geleira que pode ter matado mais de oito mil pessoas no Nepal e na China.

Aranha organiza a Marcha Pelo Clima, marcada para 20 de setembro no Rio de Janeiro. Délcio Rodrigues, diretor executivo do ClimaInfo, avaliou que o diagnóstico é realista e afirmou que “cada fração de grau importa”. Claudio Ângelo defendeu a eliminação dos combustíveis fósseis e disse que abandonar o objetivo de retornar a 1,5°C não é uma opção.

Texto produzido pela Redação Rumo ao Destino com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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