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Apple prepara estreia de John Ternus com foco em dobráveis e inteligência artificial

Novo CEO assume a companhia oito dias após a saída de Tim Cook e terá como primeiros desafios o iPhone e a Siri reformulada.

Apple prepara estreia de John Ternus com foco em dobráveis e inteligência artificial

John Ternus fará sua primeira apresentação como CEO da Apple no evento anual de lançamentos marcado para amanhã, dia 9 de setembro. O executivo assumiu o comando oito dias após a saída de Tim Cook, que liderou a operação por 15 anos.

A expectativa em torno da estreia vai além da apresentação de novos produtos. Ternus terá de indicar quais serão as prioridades de sua gestão em uma empresa pressionada a renovar o iPhone, avançar em inteligência artificial e recuperar o impacto dos eventos de lançamento.

O principal produto da Apple pode ganhar uma versão dobrável. As especulações apontam para um aparelho com preço estimado em mais de US$ 2,5 mil e configurações de câmera inferiores às de concorrentes. O modelo também representaria a primeira grande mudança no design do iPhone desde seu lançamento, em 2007.

Um mercado ainda pequeno

A categoria de smartphones dobráveis chegou ao mercado em 2018 e passou a incluir produtos de empresas como Samsung e Google. Mesmo assim, o segmento ainda representa uma parcela reduzida do mercado global. Segundo a Counterpoint Research, os dobráveis corresponderam a menos de 2% do total de aparelhos vendidos no mundo no ano passado, com cerca de 20 milhões de unidades.

A consultoria prevê que a Apple produza mais de 12 milhões de dispositivos dobráveis em 2027. Esse volume equivaleria a 5% de todos os iPhones que a empresa colocaria nas prateleiras naquele ano.

A entrada tardia pode permitir que a Apple observe as soluções adotadas por outras fabricantes e os problemas enfrentados por elas. O preço, porém, aparece como um obstáculo. A estimativa para o dobrável é mais de duas vezes superior ao valor inicial de US$ 1.099 do iPhone 17 Pro, modelo que ocupa o topo da linha mais recente.

Michael Levin, sócio da Consumer Intelligence Research Partners, afirmou que “Os dispositivos dobráveis não fizeram muita diferença”. Na avaliação dele, consumidores podem considerar o produto um truque ou uma opção de nicho. Também está em discussão se a possibilidade de dobrar o aparelho seria suficiente para estimular a troca dos smartphones atuais.

Pressão por inovação e IA

A cobrança sobre Ternus envolve também a capacidade de revitalizar os produtos e os lançamentos da Apple. Nos últimos anos, os eventos ficaram mais discretos e passaram a recorrer com frequência a demonstrações gravadas, em vez de apresentações ao vivo acompanhadas por milhões de pessoas.

A empresa recebeu críticas por apresentar produtos com poucas novidades e, em alguns casos, abaixo dos concorrentes. Bob O’Donnel, fundador da TECHnalysis Research, disse que “a empresa teve um desempenho incrível, mas, no fim das contas, não criou novas categorias de produtos”. Para ele, um iPhone dobrável indicaria uma mudança na atuação recente da Apple.

A inteligência artificial amplia esse desafio. Parte do mercado considera que a Apple está atrasada nessa área, enquanto a nova Siri será testada como possível diferencial dos dispositivos da marca. A assistente virtual foi reformulada com recursos de IA, mas enfrenta limitações de disponibilidade.

A atualização pode levar até 2028 para ser aprovada na China e, inicialmente, não estará disponível na Europa por causa de uma disputa regulatória.

Trajetória do novo CEO

Aos 51 anos, Ternus chega ao cargo após 25 anos na Apple. Ele ingressou na companhia em 2001, no time de design de produtos, e passou a vice-presidente de engenharia de hardware em 2013. Em 2021, tornou-se vice-presidente sênior da área.

Entre suas contribuições estão a linha Mac, todos os modelos do iPad já lançados, o desenvolvimento do iPhone 17, melhorias nos AirPods e avanços nos materiais usados em produtos como o Apple Watch Ultra 3.

O executivo assume uma empresa cujo iPhone passou de 125 milhões de aparelhos vendidos em 2011, primeiro ano da gestão de Cook, para uma projeção de 260 milhões em 2026. Na área de serviços, a Apple ampliou negócios como a venda de aplicativos, com margens superiores a 75%, diante de cerca de 40% nos dispositivos.

Na Nasdaq, as ações da Apple caíam 1,22% por volta das 11h30 no horário local, avaliando a companhia em US$ 4,61 trilhões. Em 2026, os papéis acumulavam alta de 16,2%.

Texto produzido pela Redação Rumo ao Destino com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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