A Dinamarca afirmou neste sábado 19 que um acordo anunciado pelos Estados Unidos sobre a segurança da Groenlândia preserva a soberania e a integridade territorial do Reino. Os termos do pacto ainda não foram divulgados, e a assinatura está prevista para a próxima semana, à margem da Assembleia Geral da ONU, em Nova York.
A primeira-ministra Mette Frederiksen classificou o entendimento como um acordo que reconhece também o direito do povo groenlandês à autodeterminação. O ministro das Relações Exteriores, Lars Lokke Rasmussen, disse que o pacto respeita as “linhas vermelhas” da Dinamarca e pode substituir um período de incerteza por um acordo vinculante para a segurança no Ártico e no Atlântico Norte.
O que Trump anunciou
Donald Trump declarou em sua plataforma Truth Social que os Estados Unidos terão controle permanente da segurança e das demais necessidades da Groenlândia. Segundo o presidente americano, nenhum adversário poderá instalar bases, manter presença militar ou fazer investimentos sensíveis na ilha sem autorização expressa e por escrito de Washington.
Trump também afirmou que os Estados Unidos começarão a ampliar imediatamente sua presença militar no território. Um funcionário do Departamento de Estado americano disse que o acordo criará mecanismos para impedir bases, envio de tropas e investimentos sensíveis da China e da Rússia na Groenlândia.
O primeiro-ministro groenlandês, Jens-Frederik Nielsen, declarou que o entendimento reforça a segurança do território. Na Dinamarca, porém, analistas avaliam que o pacto pouco altera um acordo de defesa de 1951, que já permite aos Estados Unidos ampliar sua presença militar na ilha após avisar previamente as autoridades dinamarquesas e groenlandesas.
Pressão sobre a Otan
Desde janeiro de 2025, Trump defende que os Estados Unidos assumam o controle da ilha por razões estratégicas. A posição provocou preocupação na Dinamarca, integrante da Otan, e oposição dentro da aliança.
O presidente americano já havia mencionado a possibilidade de usar a força para tomar o território, que tem 57.000 habitantes. A tensão diminuiu parcialmente depois que a Otan lançou uma missão para reforçar a segurança no Ártico. A imprensa americana informou ainda que Washington pretende abrir três novas bases no sul da Groenlândia, além da instalação existente em Pituffik, no norte.







