SANTIAGO — As manifestações anuais em memória das vítimas da ditadura de Augusto Pinochet terminaram com 284 prisões no Chile. Os atos ocorreram neste sábado 12, quando o país também marcou o 53º aniversário do golpe militar que derrubou o presidente Salvador Allende.
De acordo com o ministro da Segurança Pública, Martín Arrau, foram registrados 198 episódios de violência. Entre as pessoas detidas estão 31 menores de idade e 16 estrangeiros. O governo de José Antonio Kast informou que não houve civis feridos nem danos ao transporte público.
Os protestos se concentraram no Cemitério Geral de Santiago, onde fica o mausoléu da família Allende, além do Palácio de La Moneda e do Estádio Nacional. Houve confronto entre manifestantes e carabineros, com lançamento de pedras e paus contra os policiais. As forças de segurança usaram gás lacrimogêneo e jatos de água.
Pela primeira vez desde a retomada da democracia, em 1990, não foram realizados atos oficiais em memória das vítimas do regime. A ditadura de Pinochet ocorreu entre 1973 e 1990.
As mobilizações ocorreram às vésperas das eleições de 2026, em um cenário descrito no texto como de avanço da extrema-direita e instabilidade global relacionada a conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia.







