Manaus, Sexta-feira, 2 de outubro de 2026
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Ex-Fictor Consignado amplia convênios públicos após transferência de controle

A 3RP Consignado, antiga Fictor Consignado, participa de três empresas de cartão benefício com contratos e credenciamentos públicos.

Ex-Fictor Consignado amplia convênios públicos após transferência de controle

A 3RP Consignado, antiga Fictor Consignado, passou a operar fora da recuperação judicial do Grupo Fictor e mantém participação em três empresas de cartão benefício consignado: Alvo Card, BCBR Card e EI Card. O controle da companhia foi transferido para Rafael Paixão Ferreira Giuseppe, ex-sócio do grupo.

A Fictor Holding registrou, em novembro de 2024, a cessão de 100% da então Fictor Consignado para Paixão na Junta Comercial de São Paulo. O documento não informa o valor da operação e registra quitação entre as partes. Na ocasião, Paixão já administrava a empresa desde agosto daquele ano.

A transferência incluiu as participações acumuladas em empresas de cartão. A Fictor Consignado entrou na Alvo Card em maio de 2024, quando ainda pertencia integralmente à holding. Não foi localizada decisão judicial que reconheça irregularidade nessa transferência.

Convênios e operação das empresas

A Alvo Card afirma manter mais de 60 convênios com estados e municípios, incluindo as prefeituras de São Paulo, São José dos Campos e Campinas. A empresa, sediada em Alphaville, em Barueri, informa mais de 55 mil contratos e mais de R$ 30 milhões concedidos em crédito consignado. Embora divulgue mais de 60 convênios, o site identifica 34 entes públicos em 11 estados.

A BCBR Card assinou convênio com a Prefeitura de Taubaté em 4 de maio deste ano, três meses depois do pedido de recuperação judicial da Fictor. Sediada em São Luís, a empresa declara ter 30 convênios, mais de R$ 100 milhões em crédito e mais de 10 mil clientes. A Fictor Consignado entrou na sociedade em agosto de 2024.

A EI Card funciona no mesmo endereço da Alvo e informa 15 convênios, 1,9 mil contratos e R$ 6 milhões liberados. Seus sócios, desde maio de 2024, são a Fictor Consignado, Regis Martins de Oliveira e Ewerton Charles Garcia de Sousa.

As três empresas oferecem cartão benefício consignado, com limite vinculado à margem consignável do salário e desconto das parcelas diretamente na folha. Os sites também mencionam telemedicina, descontos em farmácias e assistência funeral. Juntos, os números divulgados superam 100 convênios com estados, municípios e institutos de previdência.

Credenciamentos e recuperação judicial

A Alvo Card foi inabilitada em Santos em setembro de 2025 e fevereiro de 2026. A justificativa publicada no Diário Oficial foi a falta de autorização do Banco Central do Brasil em nome da empresa. A BCBR Card foi barrada no mesmo processo em novembro de 2025 pelo mesmo motivo.

Em Maricá, a Alvo informou que não era instituição financeira, mas instituição de pagamento. A comissão aceitou o argumento e credenciou a empresa. Paixão aparece como representante legal da Alvo nesse processo.

Em consulta ao cadastro público do Banco Central realizada em 1º de outubro de 2026, não foram encontrados registros de Alvo Card, BCBR Card, EI Card e 3RP Consignado como instituições autorizadas ou dispensadas de autorização.

A recuperação judicial do Grupo Fictor foi solicitada em 2 de fevereiro à Justiça de São Paulo e ampliada em março para 43 empresas. A 3RP Consignado não está incluída. O caso envolve cerca de R$ 3 bilhões captados por meio de Sociedades em Conta de Participação e uma baixa contábil de R$ 309,7 milhões na Fictor Holding Financeira.

A Laspro registrou ainda o recebimento de R$ 20 milhões pela Fictor, em outubro de 2025, a partir de uma conta de Paixão. A operação não tinha registro contábil identificado na análise da administradora judicial.

Rafael Góis, fundador do grupo, é investigado pela Polícia Federal na Operação Fallax. Em agosto, a Laspro pediu à Justiça que ele e outros cinco diretores fossem afastados. Não há informação pública de que a 3RP Consignado, a Alvo Card, a BCBR Card ou a EI Card sejam alvos da investigação.

Fictor, Bruno Burilli, Alvo Card e Banco Central não se manifestaram até a publicação.

Texto produzido pela Redação Rumo ao Destino com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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