O BTG Pactual acertou os termos para comprar os 50% restantes da Andrade Gutierrez na Brio, empresa responsável pela exploração comercial de áreas, estruturas e direitos do Complexo Beira-Rio. A operação foi encaminhada ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), mas os valores não foram informados.
Com a aquisição, o banco deve assumir o controle da companhia. O BTG Pactual já era acionista da Brio e dividia o comando com a Andrade Gutierrez. A entrada do banco na sociedade foi aprovada pelo Cade em agosto de 2013.
Criada em 2012, a Brio participou da reforma do estádio Beira-Rio para a Copa do Mundo de 2014. Depois, passou a explorar comercialmente parte do complexo por 20 anos. O custo da obra foi orçado em R$ 331 milhões.
A empresa administra áreas e estruturas como cadeiras, camarotes, espaços para eventos e estacionamentos. Também atua com alimentos e bebidas, ativos de marketing — entre eles naming rights e sector rights — e direitos de imagem do estádio.
Atuação em arenas
A aquisição amplia a presença do BTG Pactual na gestão e exploração de estádios. Recentemente, o banco se tornou sócio majoritário da Real Arenas, responsável pela administração da arena do Palmeiras, pertencente à WTorre.
Nesse caso, a operação ocorreu por meio da conversão de parte dos créditos que o grupo mantinha contra a WTorre em participação societária. O negócio foi realizado pelo fundo Alternative Assets I, controlado pelo BTG Pactual.
A estratégia considera os estádios como ativos de entretenimento e negócios, além da realização de partidas de futebol. Dados da Associação Brasileira de Empresas de Eventos (Abeoc) indicam que o setor de eventos ao vivo no país alcançou R$ 8,46 bilhões em 2025.
BTG Pactual e Andrade Gutierrez informaram que não comentariam a operação.








