Manaus, Sexta-feira, 18 de setembro de 2026
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Durigan afirma que crise no STF prejudica economia e confiança de investidores

Ministro da Fazenda defende mais transparência na Corte e anuncia revisão de benefícios tributários e programas sociais em eventual novo mandato de Lula.

Durigan afirma que crise no STF prejudica economia e confiança de investidores

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a instabilidade institucional no Supremo Tribunal Federal (STF) prejudica a economia brasileira e reduz a confiança de investidores estrangeiros. Ele é interlocutor econômico da campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A declaração foi feita durante uma entrevista. Para Durigan, a falta de previsibilidade sobre os próximos passos da Corte afeta a credibilidade do país diante do capital estrangeiro. "Esse tipo de instabilidade é muito ruim", disse o ministro.

A crise no STF se intensificou desde o início de setembro, após a divulgação de conversas entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do extinto Banco Master. O episódio dividiu a Corte e provocou decisões conflitantes entre ministros.

Transparência e política fiscal

Durigan defendeu que o Supremo adote uma postura mais transparente e amplie a credibilidade. Ele afirmou ser necessário abrir os processos sem selecionar quais informações serão vazadas ou mantidas em sigilo.

O ministro também citou uma declaração recente de Lula sobre a necessidade de não interferir em investigações que envolvam aliados ou familiares. Para Durigan, esse princípio deve valer para ministros do Supremo e de outros tribunais superiores.

Na área fiscal, ele contestou o que chamou de preconceito do mercado financeiro em relação ao governo Lula. Segundo Durigan, um governo de direita não é necessariamente mais responsável nas contas públicas do que um governo de centro-esquerda.

Ele afirmou ainda que um eventual quarto mandato de Lula ampliaria as revisões em benefícios tributários e programas sociais, com o objetivo de reforçar o superávit primário.

Durigan relacionou a onda de recuperações judiciais no varejo, incluindo Casas Bahia e Raízen, à combinação de juros altos e mudanças nos hábitos de consumo. Também defendeu a revisão das regras para fundos no país após o escândalo Master/Reag.

Texto produzido pela Redação Rumo ao Destino com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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