Manaus, Sexta-feira, 18 de setembro de 2026
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MP do Rio acusa ex-assessora de Flávio Bolsonaro de ocultar dinheiro de milícia

Raimunda Veras Magalhães é suspeita de movimentar recursos do jogo do bicho por meio de empresas de fachada ligadas ao grupo de Adriano da Nóbrega.

Ex-assessora de Flávio é denunciada por lavagem de dinheiro ligada à milícia

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) denunciou Raimunda Veras Magalhães, ex-assessora parlamentar de Flávio Bolsonaro, por suspeita de participar da lavagem de dinheiro associada à milícia comandada por seu filho, o ex-capitão do Bope Adriano da Nóbrega. As investigações apontam que ela teria recebido, movimentado e ocultado recursos obtidos com a exploração de disputas de jogo do bicho.

Segundo o Grupo de Atuação Especializada no Combate ao Crime Organizado (Gaeco), Raimunda integrava a estrutura financeira do grupo e usava empresas de fachada para ocultar valores. O esquema teria movimentado mais de R$ 8,5 milhões em pouco mais de um ano.

A denúncia faz parte da Operação Legado, que resultou na acusação de 19 pessoas. A Justiça expediu mandados de prisão e de busca e apreensão. As apurações foram organizadas em três frentes: lavagem de dinheiro do jogo do bicho, atuação de organização criminosa ligada a Adriano da Nóbrega e ocultação de patrimônio.

A atividade do grupo se concentrava principalmente na Zona Sul do Rio de Janeiro, com destaque para Copacabana, e envolvia o bicheiro Bernardo Bello. Em outra frente, o Ministério Público denunciou Julia Lotufo, viúva de Adriano, sob suspeita de negociar imóveis e propriedades rurais ligados ao miliciano para dar aparência legal ao patrimônio.

Atuação no gabinete

Raimunda entrou na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) em 2015. No ano seguinte, foi nomeada para o gabinete de Flávio Bolsonaro, então deputado estadual, onde permaneceu até novembro de 2018. O cargo tinha remuneração de cerca de R$ 6,5 mil mensais, valor que, corrigido pela inflação, ultrapassa R$ 12 mil.

A exoneração ocorreu no período em que surgiram denúncias sobre um suposto esquema de rachadinhas. Danielle Mendonça da Costa da Nóbrega, ex-esposa de Adriano, também foi citada e trabalhou no gabinete por mais de uma década. As investigações indicaram que parte dos salários de assessores era repassada ao ex-policial Fabrício Queiroz, apontado como operador do esquema.

O caso foi arquivado em 2021 depois que decisões do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e do Supremo Tribunal Federal (STF) anularam provas por questões processuais, impedindo a análise do mérito.

A assessoria de Flávio Bolsonaro afirmou que ele não tem relação com o caso e que o senador “não é citado, investigado ou acusado”. Também declarou que a passagem de Raimunda pelo gabinete entre 2016 e 2018 não o vincula às condutas atribuídas a ela. As investigações sobre a Operação Legado continuam, incluindo a apuração de outros envolvidos e a recuperação de valores considerados ilegais.

Texto produzido pela Redação Rumo ao Destino com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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