Manaus, Sexta-feira, 2 de outubro de 2026
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A concha do náutilo impõe limites à profundidade e ao movimento

O animal combina câmaras internas, transporte lento de líquidos e propulsão a jato para controlar a posição na água.

A concha do náutilo não permite mergulhos sem limite. Suas paredes precisam suportar a pressão externa, que aumenta conforme o animal desce. Ensaios em exemplares registraram colapso em faixas de centenas de metros, mas esse resultado não define uma profundidade válida para todas as espécies e condições. Formato, tamanho, estado da concha e método de medição interferem nos resultados.

A estrutura também participa do controle da flutuação. O náutilo ocupa a câmara mais recente, enquanto compartimentos antigos permanecem separados por paredes atrás do corpo. Um tubo chamado sifúnculo atravessa essas divisórias e participa da retirada de líquido por processos osmóticos. Parte do espaço liberado é ocupada por gás, mudando a relação entre o peso efetivo do conjunto e a água deslocada.

Ajuste gradual e propulsão

Esse mecanismo não funciona como um comando imediato. Estudos sobre o transporte de líquido indicam que as mudanças nas câmaras acontecem ao longo de horas ou dias. O náutilo pode apresentar flutuação ligeiramente negativa, e a redução do esforço para sustentar a concha não significa ausência de gasto energético.

Para mudar de posição de forma mais rápida, o animal expulsa água pela região do funil e usa propulsão a jato. Assim, a locomoção pode ocorrer enquanto a condição de flutuação é ajustada de maneira gradual. Movimento, manutenção fisiológica e mudança de posição continuam exigindo energia.

Uma solução com restrições

À medida que cresce, o náutilo constrói uma nova câmara e deixa a anterior isolada por uma parede. As câmaras antigas não ficam simplesmente abertas para a água do mar: seu conteúdo é alterado de forma controlada. O sistema combina arquitetura, transporte de líquidos e empuxo para ajudar o animal a carregar uma estrutura rígida no oceano.

A pressão limita esse funcionamento. Descer demais pode comprimir ou romper compartimentos, enquanto o transporte de água e o comportamento dos gases dependem de um processo biológico de velocidade limitada. A concha registra o crescimento do animal, mas também revela os limites físicos de sua vida na água.

Texto produzido pela Redação Rumo ao Destino com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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