Manaus, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Depressões no fundo do mar ajudam a explicar naufrágio na costa australiana

Sonar identificou cerca de trezentas cavidades ao redor do Althea II, possivelmente escavadas por peixes e crustáceos em busca de abrigo.

Pesquisadores encontraram cerca de trezentas depressões no fundo do mar ao redor do naufrágio do Althea II, na costa australiana. As cavidades foram identificadas durante uma expedição realizada a bordo do RV Investigator, que analisava o sítio histórico da embarcação.

O Althea II está a quarenta metros de profundidade, em Queensland. As formações circulares foram registradas em um raio de cem metros ao redor da carcaça. Cada uma alcança habitualmente oito metros de diâmetro e dois metros de profundidade.

Sonar criou mapa do relevo submarino

A equipe usou um sistema de sonar multifeixe para medir as variações no leito marinho. O equipamento emite ondas sonoras e produz representações digitais detalhadas do relevo submerso, incluindo desníveis que não podem ser percebidos na superfície.

Os mapas tridimensionais permitiram visualizar as cavidades e outras alterações topográficas próximas ao naufrágio. A mesma tecnologia é usada para identificar anomalias geológicas e vestígios arqueológicos no fundo do oceano.

Imagens feitas por câmeras subaquáticas mostraram diversas espécies marinhas dentro dos buracos. Entre elas estava o Goldspotted Rockcod, peixe cujo nome científico é Epinephelus coioides.

A hipótese dos pesquisadores é que peixes e crustáceos tenham contribuído para a formação das depressões. Ao buscar abrigo, esses animais removem sedimentos continuamente. O processo, chamado bioturbação, pode ampliar pequenas fendas e transformá-las em crateras ao longo dos anos.

Padrão pode ajudar a localizar destroços

A concentração de vida marinha ao redor de carcaças metálicas produz marcas no sedimento que podem ser identificadas por sonar. Essas assinaturas físicas ajudam especialistas a encontrar embarcações perdidas mesmo quando a visibilidade na água é restrita.

Em 2017, depressões semelhantes serviram como guia para a localização do SS Macumba, navio que havia desaparecido 74 anos antes. Entre as pistas estão cavidades circulares com vários metros de largura, a presença de espécies que usam o relevo como abrigo e alterações batimétricas atípicas.

O mapeamento do Althea II combina arqueologia e biologia para investigar como naufrágios modificam o relevo oceânico e passam a abrigar ecossistemas aquáticos. Programas como o CAPSTAN e o trabalho realizado em navios oceanográficos também fazem parte das iniciativas de estudo do leito marinho.

Texto produzido pela Redação Rumo ao Destino com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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