Manaus, Sexta-feira, 18 de setembro de 2026
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Crime organizado amplia desmatamento e pecuária ilegal em Caquetá, na Colômbia

Grupos armados impõem taxas, controlam comunidades rurais e abrem áreas para pastagens e rotas clandestinas no sul da Colômbia.

Grupos armados ampliam a pressão sobre a floresta no sul da Colômbia ao impor regras em comunidades rurais, cobrar taxas e estimular a expansão de pastagens. Em Caquetá, a combinação entre controle territorial, pecuária ilegal e grilagem acelera a derrubada da mata e enfraquece a presença do Estado.

Líderes dissidentes estabeleceram mecanismos de controle social em diferentes áreas rurais. Moradores e fazendeiros são submetidos a censos forçados usados para definir tributos anuais sobre propriedades. A recusa ao pagamento pode resultar em multas e ameaças físicas, enquanto a vigilância armada interfere na rotina das comunidades.

A derrubada de áreas de floresta nativa é usada principalmente para formar pastagens. A pecuária extensiva transforma a posse irregular de terras em uma atividade lucrativa e favorece a ocupação de reservas públicas e parques ambientais. O avanço do gado também impulsiona a apropriação ilegal de propriedades e amplia a perda de biodiversidade.

Estradas abertas ilegalmente no meio da selva facilitam a circulação de maquinários e motosserras. As vias chegam às proximidades de áreas protegidas e permitem a expansão da fronteira pecuária em direção à Serranía de Chiribiquete, aumentando a pressão sobre os espaços de preservação.

Caquetá concentra focos de queimada e corte raso. Cartagena del Chairá e San Vicente del Caguán estão entre os municípios que registram perdas de vegetação. O isolamento geográfico e a presença limitada de órgãos de fiscalização favorecem a atuação de redes ilegais e a fragmentação das áreas florestais.

Desafios para conter a devastação

Entre os obstáculos estão a falta de monitoramento contínuo em áreas rurais remotas, a pressão sobre pequenos produtores e lideranças locais e a expansão de pastos voltados ao mercado pecuário clandestino.

A recuperação do controle ambiental depende da integração entre segurança pública e investimentos sociais nas comunidades rurais. Também são necessárias fiscalização contra rotas ilegais, instituições fortalecidas e punição aos financiadores da grilagem para conter a destruição da Amazônia colombiana.

Texto produzido pela Redação Rumo ao Destino com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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