Manaus, Sexta-feira, 18 de setembro de 2026
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Focas usam fundações de turbinas eólicas como áreas de caça no Mar do Norte

Rastreamento por GPS mostrou que três focas-comuns seguiam fileiras de turbinas e reduziam a velocidade perto das fundações.

Três focas-comuns foram observadas seguindo trajetos retilíneos entre as turbinas dos parques eólicos de Sheringham Shoal e Alpha Ventus, no Mar do Norte. Os animais reduziam a velocidade ao se aproximar das fundações submersas, comportamento que indicou uma busca concentrada por presas.

A equipe coordenada por Deborah Russell, da University of St Andrews, instalou aparelhos de GPS nas focas. O monitoramento, registrado pela Current Biology, acompanhou os mergulhos realizados durante semanas e revelou que os animais navegavam entre as colunas metálicas seguindo fileiras ordenadas.

Estruturas artificiais concentram alimento

As fundações das turbinas alteram o ambiente dos fundos oceânicos planos ao oferecer superfícies para a fixação de cracas, anêmonas, mexilhões e outros organismos. A presença desses invertebrados favorece a concentração de pequenos peixes, que usam frestas da estrutura como abrigo contra correntes.

A disponibilidade de alimento atrai cardumes maiores e predadores. Com isso, as colunas de aço funcionam como pontos de concentração de espécies marinhas e tornam previsível a localização das presas para as focas.

Os parques eólicos também criam áreas onde a pesca predatória de arrasto é restrita. Essa condição permite a permanência de populações de peixes e reduz o impacto de embarcações de pesca industrial no entorno das fundações.

Para as focas-comuns, a distribuição regular das estruturas pode diminuir a necessidade de percorrer longas distâncias durante a alimentação. O conhecimento dos pontos de caça também reduz o gasto energético dos mergulhos e aumenta a eficiência da busca por alimento.

Implicações para novos parques

A observação do comportamento das focas indica que estruturas industriais no mar podem formar novos refúgios ecológicos. O desenvolvimento de complexos eólicos em alto mar deverá considerar os efeitos sobre as espécies oceânicas, além da geração de energia.

A integração entre os projetos de parques marítimos e a preservação biológica pode orientar o trabalho de engenheiros e biólogos. O caso acompanhado no Mar do Norte mostra que animais selvagens podem incorporar estruturas artificiais às estratégias de alimentação.

Texto produzido pela Redação Rumo ao Destino com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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