Manaus, Sexta-feira, 18 de setembro de 2026
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Veneno do ornitorrinco macho fica em esporões nas patas traseiras

Estruturas ligadas a glândulas de veneno podem causar dor intensa e estão associadas à defesa e à disputa entre machos.

O ornitorrinco macho tem esporões nas patas traseiras ligados a glândulas que produzem veneno. A estrutura fica próxima aos tornozelos e pode ser usada quando o animal se defende ou disputa espaço. Uma ferroada pode provocar dor extrema e inchaço, com desconforto prolongado, embora não haja registro confirmado de morte humana causada pelo animal.

Estrutura e função

Cada pata traseira de um macho adulto conta com um esporão rígido. Um canal conecta a peça à glândula, permitindo a liberação do veneno quando o esporão é cravado. Fêmeas jovens também apresentam estruturas rudimentares, mas elas não permanecem funcionais como nos machos.

A produção de veneno aumenta durante a época reprodutiva. Para os cientistas, essa relação indica que o recurso pode estar ligado a confrontos entre machos, embora seja difícil acompanhar essas disputas na natureza. O mecanismo, portanto, não tem como principal finalidade capturar peixes ou invertebrados.

O ornitorrinco encontra presas aquáticas principalmente por meio de receptores presentes no bico. Depois, tritura o alimento sem depender do veneno. O esporão integra funções relacionadas à defesa e, possivelmente, à competição reprodutiva.

Risco de contato

O animal é reservado e tende a evitar pessoas. Acidentes estão associados principalmente ao manuseio, à contenção ou a situações em que ele se sente ameaçado. Durante um resgate, tentar segurá-lo sem treinamento aumenta o risco para a pessoa e para o próprio animal.

A orientação é isolar a área e procurar profissionais de fauna. Em caso de ferroada, é necessário buscar atendimento médico.

Mamíferos venenosos são raros, e o ornitorrinco reúne características úteis para investigar a história evolutiva desse grupo. O fato de ser ovíparo não significa que seja primitivo ou mal adaptado: a espécie está ajustada à vida em rios australianos. A combinação entre alimentação, reprodução e defesa ajuda a explicar a presença do esporão em sua anatomia.

Texto produzido pela Redação Rumo ao Destino com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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