Manaus, Sexta-feira, 18 de setembro de 2026
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Geleiras do Monte Ararat são mapeadas antes de perfurações em busca de registros históricos

Pesquisadores usaram radares e métodos sísmicos para identificar áreas estáveis no gelo do cume turco antes da coleta de amostras profundas.

Pesquisadores mapearam as geleiras do Monte Ararat, na Turquia, para preparar futuras perfurações em busca de registros ambientais e históricos preservados no gelo. A expedição ocorreu durante duas semanas, a mais de cinco mil metros de altitude, sob condições climáticas severas.

A equipe utilizou radares terrestres e métodos sísmicos ativos para medir a espessura da calota glacial e identificar a formação rochosa sob o gelo. Os dados também indicaram áreas mais estáveis para a retirada de amostras cilíndricas completas, reduzindo o risco de fraturas que poderiam comprometer a leitura da sequência temporal.

O que o gelo pode preservar

As camadas congeladas acumulam materiais ao longo do tempo, de forma semelhante aos sedimentos geológicos. Entre os vestígios que podem ser encontrados estão partículas de poeira desértica, cinzas de erupções vulcânicas antigas e resíduos metálicos associados às primeiras atividades de fundição.

A análise também pode identificar alterações ecológicas, práticas agrícolas iniciais e emissões provocadas por queimadas. Como as camadas glaciais preservam uma sequência contínua, elas podem ajudar a distinguir períodos diferentes sem a mistura de horizontes temporais observada em escavações tradicionais em solo seco.

O Monte Ararat ocupa uma posição estratégica entre a Anatólia, a Mesopotâmia e o Cáucaso. Os vales próximos estão ligados ao surgimento da agricultura e ao desenvolvimento de técnicas de transformação de metais. A área também fica relacionada a rotas migratórias e comerciais que conectavam continentes.

Derretimento aumenta a urgência

A redução da espessura da calota de gelo, associada ao aquecimento global, ameaça preservar por muito mais tempo os registros ambientais acumulados no cume. O derretimento durante os verões mais quentes pode eliminar camadas que permaneceram intactas por milhares de anos.

Por isso, os pesquisadores pretendem retirar um núcleo profundo antes que a perda de massa glacial destrua essas evidências. As amostras poderão contribuir para estudos sobre o clima, as mudanças ambientais e os efeitos dessas transformações sobre sociedades antigas no Oriente Próximo.

Texto produzido pela Redação Rumo ao Destino com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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