Manaus, Sexta-feira, 18 de setembro de 2026
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Presa de mamute revela rotas percorridas no Alasca há 17 mil anos

Análises químicas da presa do mamute Kik indicaram deslocamentos, mudanças na área usada e sinais de estresse nutricional antes da morte.

Camadas preservadas na presa de um mamute-lanoso permitiram estimar os deslocamentos do animal ao longo de quase três décadas. A análise combinou sinais químicos da alimentação e do ambiente para reconstruir milhares de quilômetros percorridos, sem depender de pegadas preservadas.

O mamute macho recebeu o apelido de Kik. A sequência registrada em sua presa indica que ele ampliou a área de circulação quando era jovem e fez viagens extensas antes de morrer há cerca de 17 mil anos.

Como a presa registra o percurso

As presas crescem durante a vida e formam camadas de dentina em ordem cronológica. Ao cortar o dente no sentido longitudinal, os pesquisadores conseguem examinar o material desde a ponta, correspondente ao período mais antigo, até a base, formada mais recentemente.

A idade e a estação de cada camada são estimadas por medições e comparações. O estrôncio tem papel central nesse processo: rochas de diferentes partes do Alasca apresentam assinaturas isotópicas próprias. As plantas absorvem esses elementos, os animais se alimentam delas e parte do sinal chega aos tecidos em crescimento.

Para criar uma referência geográfica, pesquisadores mapearam os valores isotópicos do Alasca a partir de dentes de pequenos mamíferos. Depois, compararam esse mapa com as amostras da presa de Kik. A correspondência indica regiões possíveis, mas não fornece coordenadas exatas.

Modelos que reuniram estrôncio, oxigênio, idade e barreiras da paisagem apontaram rotas plausíveis. O resultado é uma reconstrução probabilística, com margens de incerteza, e não um registro equivalente a GPS.

Sinal de fome no fim da vida

Os isótopos de nitrogênio aumentaram nas camadas finais da presa. Esse padrão é compatível com o consumo dos próprios tecidos durante um período de jejum ou inanição e sugere estresse nutricional próximo à morte.

O dado não determina sozinho a causa da falta de alimentação. Doença, ferimento, inverno severo e outras possibilidades permanecem abertas sem evidências adicionais.

A trajetória estimada mostra quanto espaço um grande herbívoro podia ocupar e como o deslocamento mudava ao longo da vida. Uma única presa não representa todos os mamutes, mas oferece uma biografia individual que pode ser comparada com a de outros animais para distinguir padrões populacionais de histórias particulares.

Texto produzido pela Redação Rumo ao Destino com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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