Raposas de San Joaquin passaram a utilizar o complexo solar de Panoche Valley como área de circulação e refúgio, conforme avaliações ambientais realizadas no local. O monitoramento acompanhou cerca de vinte e três indivíduos equipados com colares de transmissão.
Os animais circularam entre as placas fotovoltaicas e estabeleceram rotinas diárias no empreendimento. As avaliações também observaram que mudanças no clima e na vegetação influenciam a forma como a espécie usa o espaço.
Cercas e abrigos
A estrutura do complexo inclui cercas perimetrais com aberturas na parte inferior. Os vãos permitem a passagem das raposas e funcionam como barreira para animais de grande porte e predadores carnívoros.
O projeto também conta com tocas artificiais distribuídas pelo terreno. Esses abrigos servem como pontos de escape contra coiotes. Corredores ecológicos sem placas solares completam a estrutura e facilitam o deslocamento dos animais pela paisagem.
Entre as medidas adotadas estão as tocas para fuga, as cercas com aberturas inferiores e os corredores biológicos livres de módulos fotovoltaicos.
Monitoramento e conservação
A presença das raposas no complexo permite pesquisas de longo prazo sobre o comportamento da espécie. O planejamento busca manter o habitat e os recursos necessários à fauna silvestre enquanto o local produz eletricidade renovável sem emissão de gases poluentes.
A experiência também reúne infraestrutura de energia, acompanhamento científico e medidas de proteção da fauna. As soluções podem orientar o planejamento de novos parques fotovoltaicos, com a inclusão de passagens, abrigos e áreas livres de painéis para reduzir interferências na movimentação dos animais.







