Manaus, Sexta-feira, 18 de setembro de 2026
Viajar com informação
Brasil

Amostras de tabaco brasileiro não têm pragas exigidas para venda à China

Análise de 52 lotes não identificou pragas quarentenárias e permite o avanço da exportação da safra 2025/26, ainda dependente de certificado chinês.

Amostras de tabaco brasileiro não têm pragas exigidas para venda à China

A análise de amostras da safra 2025/26 não identificou as pragas quarentenárias exigidas no acordo de exportação de tabaco entre Brasil e China. O resultado permite o avanço do processo de envio do produto, mas a operação ainda depende da emissão de um certificado pela Administração Geral das Alfândegas da República Popular da China (GACC).

O encerramento da pré-inspeção ocorreu nessa quinta-feira, 17, em reunião sediada pelo Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco), em Santa Cruz do Sul. O encontro foi realizado em formato híbrido, com a participação de representantes da GACC e do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).

Testes e exigências

O MAPA coletou amostras de tabaco processado e encaminhou o material à Central Analítica da Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc). Foram avaliados 52 lotes de sete empresas para a identificação de seis tipos de insetos, duas plantas daninhas e do fungo conhecido como mofo azul. Nenhuma das nove pragas previstas no protocolo bilateral foi encontrada.

Durante a reunião, Roque Danieli, representante do MAPA, apresentou o relatório enviado à GACC e os procedimentos adotados no Brasil. “Somente este ano, foram mais de 300 técnicos treinados”, afirmou. Segundo ele, a qualidade do produto vem aumentando ao longo dos últimos 20 anos, principalmente em razão dos treinamentos.

Fayu Huang, representante líder da GACC, avaliou que a inspeção foi efetiva e apontou evolução na qualidade do tabaco brasileiro, especialmente na redução do NTRM, sigla em inglês para materiais não relacionados ao tabaco. Ele também ressaltou a necessidade de ampliar a conscientização para diminuir a presença desses materiais.

Próximas etapas

Jin Quiang, presidente da China Tabaco Internacional do Brasil (CTIB), afirmou que vai reforçar com as empresas fornecedoras a importância do monitoramento e da rastreabilidade. Até a emissão do certificado pela GACC, as empresas deverão manter os cuidados durante a etapa final de armazenamento.

O mercado chinês foi o segundo principal destino do tabaco brasileiro em 2025, com importações de aproximadamente US$ 577 milhões, informou o SindiTabaco. Valmor Thesing, presidente da entidade, disse que sete empresas associadas exportam volumes para a China e que o setor continuará acompanhando o cumprimento do acordo.

A redução de materiais estranhos também está entre os objetivos do Programa Tabaco Limpo. A iniciativa orienta produtores a evitar a mistura de fios de sacaria de ráfia e plástico, capins, partes de vegetais, penas, insetos, pelos de animais, papéis, isopor e barbantes ao tabaco durante o manejo, a colheita, o armazenamento, a classificação e o enfardamento.

Texto produzido pela Redação Rumo ao Destino com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

NewsletterCinco leituras por manhã.

Mais lidos

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5