Manaus, Sexta-feira, 18 de setembro de 2026
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Voluntários retiram quase 100.000 ouriços e ajudam algas a voltar na Noruega

Ação em três áreas do norte da Noruega reduziu a pressão sobre as algas e recuperou trechos de até aproximadamente 200 metros.

Voluntários retiram quase 100.000 ouriços e ajudam algas a voltar na Noruega

Quase 500 voluntários retiraram perto de 100.000 ouriços-do-mar de três áreas costeiras do norte da Noruega entre abril de 2024 e maio de 2026. A redução da quantidade desses animais permitiu o retorno de algas e kelps, incluindo a recolonização completa de um trecho de aproximadamente 200 metros.

A iniciativa foi coordenada pela Rissa Citizen Science e reuniu mergulhadores, praticantes de snorkel e pessoas que atuaram em terra. Ao todo, foram realizados 23 eventos, com mais de 20.000 minutos de atividades subaquáticas em Sørsjetéen, Telegrafbukta e Øksfjord.

Recuperação em três áreas

Em Sørsjetéen, algas e kelps voltaram a cobrir um quebra-mar de aproximadamente 200 metros. O local passou para uma etapa de manutenção, com o objetivo de permitir o amadurecimento da vegetação e evitar que a população de ouriços cresça novamente em excesso.

Em Telegrafbukta, cerca de um terço de uma área de aproximadamente 2.000 metros quadrados já estava restaurado no relatório mais recente. Em Øksfjord, o trabalho alcançou cerca de 150 metros de costa. Meses depois, os voluntários encontraram rochas que antes estavam sem vegetação cobertas por algas, além do reaparecimento de jovens kelps.

Os ouriços fazem parte desses ecossistemas e se alimentam de algas. O desequilíbrio ocorre quando a população aumenta a ponto de impedir a regeneração da vegetação. Em diferentes áreas do norte da Noruega, essa situação formou os chamados desertos de ouriços, com superfícies rochosas quase sem algas e menor biodiversidade.

O projeto não teve como objetivo eliminar os ouriços do litoral norueguês. A proposta foi diminuir a densidade dos animais em pontos específicos para que as algas pudessem se recuperar.

Pressão sobre o ecossistema

Os responsáveis pela iniciativa afirmam que ouriços e kelps coexistiram por muito tempo. Entre as mudanças associadas ao desequilíbrio está a redução de predadores naturais causada pela sobrepesca, o que favoreceu o aumento dos ouriços e a manutenção de áreas extensas sem vegetação.

As florestas de kelp servem de habitat para peixes e pequenos organismos. Elas também contribuem para a captura de carbono, a reciclagem de nutrientes e a produtividade dos ecossistemas costeiros. Com o desaparecimento dessas florestas, várias espécies perdem estruturas usadas para alimentação, crescimento e proteção.

Experiência anterior

Em Porsangerfjorden, pesquisadores fizeram em 2013 uma intervenção em cerca de 70 hectares. Aproximadamente 21 milhões de ouriços foram eliminados com cal virgem. As algas retornaram dentro de um ano e, quase uma década depois, a recuperação continuava, com milhões de plantas e muitos pequenos animais associados ao kelp.

A experiência atual não representa a recuperação de toda a costa. As três áreas funcionam como demonstrações de que a remoção pode ajudar quando há monitoramento e manutenção. A escala do problema no norte da Noruega é maior, e projetos paralelos avaliam formas de ampliar a retirada e dar uso comercial aos ouriços removidos.

Texto produzido pela Redação Rumo ao Destino com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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