Manaus, Sexta-feira, 18 de setembro de 2026
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Voluntários retiram quase cem mil ouriços e recuperam florestas de kelp na Noruega

Projeto comunitário reduziu a presença de ouriços-do-mar e favoreceu o retorno de algas, peixes jovens e áreas de abrigo nos fiordes.

Quase cem mil ouriços-do-mar foram retirados de áreas costeiras no norte da Noruega por voluntários do projeto Rissa Citizen Science. A remoção reduziu a pressão sobre a vegetação marinha e permitiu que regiões descritas como desertos submarinos voltassem a ser ocupadas por florestas de kelp.

O desequilíbrio havia começado após a sobrepesca histórica reduzir os predadores naturais dos ouriços nas águas frias da costa. Com menos controle biológico, esses animais se multiplicaram e consumiram a vegetação marinha nativa, deixando extensas áreas rochosas sem cobertura vegetal.

Mutirões no litoral ártico

Quase quinhentos cidadãos participaram de vinte e três intervenções ecológicas. Durante os mutirões, equipes mergulharam para retirar os ouriços acumulados nas pedras submersas. Outros voluntários, em terra, registraram dados para medir os resultados da iniciativa e apoiar pesquisas futuras sobre restauração costeira.

A redução da densidade dos herbívoros permitiu que luz e nutrientes favorecessem a germinação subaquática. Esporos de algas passaram a encontrar substrato disponível para se fixar, iniciando a recolonização das áreas degradadas.

Em Sørsjetéen, um paredão de duzentos metros de extensão foi retomado por grandes plantas marinhas. A vegetação também formou uma barreira contra a turbulência das correntes e criou condições para o desenvolvimento da vida marinha.

Retorno de peixes e macroalgas

A recuperação incluiu o crescimento de algas kelp no leito rochoso, a fixação de espécies de macroalgas nativas e a formação de uma floresta subaquática densa. Essas estruturas oferecem abrigo contra predadores maiores, ajudam a filtrar a água e contribuem para a estocagem de carbono azul.

Peixes jovens voltaram a encontrar alimento e proteção entre as folhagens. O retorno dos berçários naturais também favoreceu pequenos peixes costeiros e ampliou a disponibilidade de refúgio nas áreas restauradas.

A experiência mostra o papel da ciência cidadã na recuperação de habitats degradados. A manutenção e a vigilância dos pontos recuperados continuam necessárias para preservar o equilíbrio ambiental restabelecido.

Texto produzido pela Redação Rumo ao Destino com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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