Manaus, Sexta-feira, 18 de setembro de 2026
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Advogado contesta críticas sobre analgésicos nas casas de Madre Teresa

Jim Towey afirma que a falta de medicamentos em Calcutá estava ligada à escassez regional, não à recusa de tratamento pelas irmãs.

Advogado contesta críticas sobre analgésicos nas casas de Madre Teresa

Jim Towey, ex-assessor jurídico das Missionárias da Caridade, contestou as acusações de que Madre Teresa teria negado analgésicos a pacientes nas casas mantidas pela congregação em Calcutá, na Índia. A declaração ocorre em 4 de setembro de 2026, data do 10º aniversário da canonização da religiosa.

As críticas ganharam força após o escritor Christopher Hitchens visitar uma casa para moribundos em Calcutá nos anos 80. Ele afirmou que as irmãs recusavam anestésicos por razões ideológicas. Towey, porém, disse que medicamentos fortes, como a morfina, não estavam disponíveis em Bengala Ocidental no início daquela década.

A escassez também atingia hospitais locais. Entre os fatores citados estão as dificuldades nas rotas de suprimento, a falta de investimento ocidental e as restrições comerciais da política regional.

Atendimento e controle da dor

De acordo com Towey, Madre Teresa não tinha como objetivo administrar hospitais de alta complexidade. As casas funcionavam como centros de cuidados paliativos para pessoas sem outro lugar para ir. O atendimento incluía limpeza, alimentação e acolhimento para indivíduos encontrados em situação de morte nas calçadas.

A proposta era oferecer conforto e preservar a dignidade de pacientes com doenças graves ou terminais, sem priorizar a cura. Para Madre Teresa, essas pessoas deveriam se sentir amadas e respeitadas nos momentos finais.

Towey também rejeitou a interpretação de que a religiosa acreditava que o sofrimento não deveria ser aliviado. Segundo ele, ela usava analgésicos para tratar dores crônicas nas costas e fraturas ósseas. Embora aceitasse a ideia de sofrimento redentor dentro de sua fé, seguia a orientação da Igreja de controlar a dor sempre que possível.

Nas últimas décadas, as Missionárias da Caridade ampliaram a qualidade do suporte médico e do controle da dor, conforme relatos de visitas recentes. A rede mantém o foco em acolher os mais pobres, mas passou a contar com maior acesso a insumos médicos e com a evolução tecnológica na Índia. Para Towey, o problema do passado foi a falta de acesso aos remédios, e não a recusa em medicar.

Texto produzido pela Redação Rumo ao Destino com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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