PLYMOUTH — Uma campanha criada para ajudar os pais de Lindsay Clancy arrecadou mais de US$ 1,19 milhão, o equivalente a mais de R$ 6,1 milhões. A meta foi elevada para US$ 3 milhões depois que a Justiça anulou o julgamento da mulher acusada de matar os três filhos nos Estados Unidos.
Clancy tem 36 anos, é ex-enfermeira e responde a três acusações de assassinato. Ela admite ter matado Cora, de cinco anos, Dawson, de três, e Callan, de oito meses, mas se declarou inocente das acusações. As mortes ocorreram em 24 de janeiro de 2023, na casa da família em Duxbury, Massachusetts.
A mulher tentou se suicidar ao saltar da janela do segundo andar da residência e ficou paraplégica. Desde que foi presa, em 2023, permanece sob custódia e deverá retornar à internação psiquiátrica após a anulação do processo.
Campanha apoia os pais
A “Musgrove Family Fund” foi criada para financiar a permanência de Mike e Paula Musgrove ao lado da filha e o tratamento psiquiátrico de Lindsay. Os dois vivem em Connecticut, mas precisam viajar com frequência para Massachusetts. A página informa que eles autorizaram as doações e são os únicos beneficiários.
As contribuições variam de US$ 10, cerca de R$ 53, a US$ 30, aproximadamente R$ 150. Algumas doações chegaram a milhares de dólares. A campanha também recebeu mensagens de apoio a Lindsay.
“Meu coração está com Lindsay e seus pais. Não posso imaginar quão profunda é a dor desta família”, escreveu uma moradora de Melrose, Massachusetts. Um apoiador de Houston, Texas, afirmou que as provas não demonstrariam que ela cometeu os crimes.
Julgamento é anulado
A anulação foi declarada por um juiz federal dos Estados Unidos após o júri, formado por 12 pessoas, informar que não conseguia chegar a um veredito unânime. A decisão ocorreu no sétimo dia de deliberações, em um tribunal de Plymouth.
Antes do anúncio, o advogado Kevin Reddington apresentou um recurso de emergência ao tribunal supremo estadual, mas o pedido foi rejeitado. A defesa alegou que um dos jurados não seguia as instruções e impedia um resultado unânime.
Os jurados poderiam condenar Clancy por assassinato em primeiro ou segundo grau, homicídio culposo, ou absolvê-la por incapacidade mental. A defesa sustentou que ela teve um surto psicótico causado por depressão pós-parto e acompanhamento psiquiátrico inadequado. A promotoria argumentou que a mulher agiu conscientemente.
Com o processo anulado, a promotoria poderá apresentar novamente o caso, arquivá-lo ou negociar um acordo com a defesa. Uma audiência foi marcada para 29 de setembro, quando as partes deverão discutir os próximos passos.







