A Verde Asset aumentou a exposição à renda variável brasileira em meados de agosto, diante da avaliação de que a eleição presidencial de 2026 se tornou mais competitiva. Para a gestora, o cenário pode abrir espaço para uma reprecificação dos ativos locais.
No relatório de gestão de agosto, a Verde afirma que o ciclo eleitoral entrou em sua “fase mais aguda”. A gestora também registra que as pesquisas passaram a apontar uma disputa mais acirrada do que a expectativa predominante do mercado um mês antes. A movimentação começou a aparecer na Bolsa, que ensaiou uma alta relevante a partir da metade do mês.
Embora o documento não mencione candidatos pelo nome, a análise ocorre em meio à atenção do mercado à possibilidade de uma disputa entre Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro. Em um eventual segundo turno, Lula aparece com 46%, enquanto Flávio Bolsonaro tem 44%.
No levantamento anterior, divulgado em 21 de agosto, Lula tinha 47% e Flávio Bolsonaro, 43%. Na comparação, o presidente oscilou 1 ponto percentual para baixo, e o senador avançou 1 ponto.
Desempenho e composição da carteira
A Verde avalia que o aumento da competitividade eleitoral ampliou a assimetria potencial dos ativos brasileiros. “Ainda vemos um prêmio de risco bastante interessante em vários setores”, afirma a gestora, que informou manter posições compradas em opções para capturar esse movimento.
A exposição à renda variável local foi elevada em meados de agosto, enquanto a alocação em ativos globais foi mantida. Na renda fixa local, a gestora não carregava posições direcionais.
O chamado Book Ações teve retorno de 1,79% no acumulado de 2026 até agosto, enquanto o CDI contribuiu com 9,33%. Apenas em agosto, o resultado das ações foi positivo em 0,22%.
O fundo Verde subiu 1,98% em agosto, acima do CDI, que avançou 1,09% no período. No acumulado de 2026, a rentabilidade chegou a 10,33%, contra 9,33% do CDI.
A carteira também manteve posições em ouro e prata, alocação global e hedges estruturais.







