Manaus, Sexta-feira, 18 de setembro de 2026
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Voltz prepara serviços financeiros para outras empresas de utilities

Fintech da Energisa quer oferecer tecnologia, infraestrutura e análise de crédito a utilities médias e menores, sem financiar diretamente seus clientes.

Voltz prepara serviços financeiros para outras empresas de utilities

A Voltz, fintech do grupo Energisa, prepara uma expansão para atender outras empresas de utilities com infraestrutura financeira e tecnológica, além de serviços de modelagem e precificação de crédito. A empresa está há cerca de quatro meses em conversas com potenciais clientes.

A proposta é levar para fora do grupo a experiência desenvolvida pela Voltz nos últimos cinco anos. O foco inicial são utilities médias e menores que queiram operar crédito e antecipação de recebíveis internamente, em vez de contratar bancos ou fintechs terceirizadas.

“a gente está fazendo isso tão bem dentro de casa, vamos levar para fora”, afirma Thiago Martinelli, diretor-presidente da Voltz. A fintech não pretende usar recursos próprios para financiar os clientes das empresas contratantes.

Operação dentro da Energisa

Criada em 2020 para bancarizar consumidores de baixa renda nas áreas atendidas pelas distribuidoras da Energisa, a Voltz encerrou a conta digital em 2023. Desde então, concentrou-se em crédito e serviços financeiros ligados ao grupo.

A Energisa conta com 11 distribuidoras, presentes em Estados como Minas Gerais, Paraíba e Sergipe. A Voltz atende cerca de 2,7 milhões de clientes da companhia por mês, entre pessoas físicas e jurídicas. Aproximadamente 30% da arrecadação das contas de energia do grupo passa pela plataforma.

A fintech tem quatro principais frentes. Para pessoas físicas, oferece parcelamento de contas de energia e seguro prestamista, que cobre algumas faturas em situações como perda de emprego. Para empresas, antecipa recebíveis de fornecedores da Energisa e financia o capital de giro de companhias contratadas para obras de expansão da rede.

No primeiro semestre, a receita da Voltz foi de R$ 26 milhões, alta de 54% em relação ao mesmo período do ano passado. O Ebitda cresceu 141%, para R$ 11 milhões, e o retorno sobre o patrimônio ficou em 36% nos últimos 12 meses. A Energisa registrou receita líquida ajustada de R$ 14,6 bilhões no mesmo período e tem valor de mercado de R$ 25,1 bilhões.

Análise de crédito e expansão

A Voltz afirma que seu diferencial está na análise de consumidores que costumam ser mal avaliados pelos modelos convencionais. Além dos dados dos birôs de crédito, a empresa considera o comportamento do cliente na relação com a utility.

Cerca de 70% dos consumidores que parcelam contas de energia pela fintech estão negativados no mercado. Mesmo assim, a perda sobre a carteira é inferior a 2%. “Nós aprendemos a modelar e ofertar crédito para quem precisa e, muitas vezes, não tem acesso a ele no mercado”, diz Martinelli.

Dentro da Energisa, uma das oportunidades está no seguro prestamista. O produto tem cerca de 270 mil clientes, enquanto a base do grupo é de aproximadamente 9 milhões de consumidores. Com referências de mercado de até 40% de penetração, Martinelli estima um potencial de quase 5 milhões de clientes.

A antecipação de recebíveis também cresceu no segmento corporativo, passando de R$ 22 milhões em 2020 para R$ 1,6 bilhão em 2025. Outro projeto, ainda em fase piloto, prevê financiar obras para adaptação da infraestrutura de empresas que migrem para soluções de geração distribuída.

A fintech amplia ainda a infraestrutura de arrecadação para outras empresas da Energisa. O próximo serviço será a oferta de Pix para a ES Gás, distribuidora de gás do Espírito Santo.

Martinelli não divulga projeções de receita para os próximos cinco ou dez anos porque não pode publicar guidance. Ele afirma, porém, que o planejamento é “bem ambicioso” e que os números projetados estão distantes do patamar atual.

Texto produzido pela Redação Rumo ao Destino com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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